Resident Evil 6: O Capítulo Final | Crítica

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Voltei do cinema refletindo sobre tudo o que vem acontecendo no Brasil e no mundo, afinal cada dia é uma notícia pior, e pensei: “agora acho que só falta o apocalipse zumbi”. E é impressionante que uma franquia pipoca como essa, baseada em videogame e com uma premissa tão absurda chegue a fazer paralelo com a realidade. É minha gente, é um zumbi por dia que a gente tem que arrancar a cabeça, né não? E muitas vezes perdemos para eles, daí é víscera pra todo lado!

Resident Evil começou há quinze anos, e lá em 2002 a regra era de que filme de ação protagonizado por mulher não rendia, salvo raras exceções, como Alien. Modestamente, o diretor e roteirista Paul W. S. Anderson e a modelo que se tornara atriz Milla Jovovich chegaram dando voadoras, e o filme, que custou U$30 milhões (um valor modesto para os padrões Hollywoodianos), faturou mais de U$100 milhões mundialmente.

Adaptar videogame para as telas, como bem disse meu colega na crítica de Assassin’s Creed, parece ser uma tarefa hercúlea, pois até hoje nenhum filme do gênero alcançou críticas muito positivas combinada a um sucesso estrondoso de bilheteria. Nesse nicho, o mais bem sucedido é justamente Anderson, que fez uma adaptação decente de Mortal Kombat lá em 1995 e deu longevidade à franquia de zumbis. Como ele fez isso com RE? Simplesmente usando a base do game, respeitando suas raízes, mas criando sobre elas histórias e personagens próprios.

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Alice, personagem de Jovovich, nunca esteve nos games, e isso enfureceu alguns fãs mais ardorosos do jogo, porém gerou outros que não são adeptos dos consoles. Alice começou como a garota assustada que tinha que aprender a sobreviver naquela situação em que se encontrava, e ao longo de seis filmes sua personagem se desenvolveu, transformando-se numa mulher destemida capaz de se sacrificar pela humanidade.

Neste capítulo final, seu arco se fecha, ao descobrir que há um antivírus capaz de exterminar todos os zumbis pelo ar, sua jornada em busca da cura passa por dezenas de desafios, com cenas de ação inspiradas no primeiro ato, que remetem aos antigos Mad Max, mas que infelizmente ficam para trás quando ela chega a Raccon City, e as lutas, apesar de bem coreografadas, são cortadas em alta velocidade, deixando tudo confuso. Talvez o diretor, na ânsia de colocar todas as cenas num filme de 100 minutos, tenha apressado tudo para caber.

O que não falta em Resident Evil também são personagens que voltam dos mortos, mas não são os zumbis, em sim parceiros, como Claire Redfield (Ali Larter) e inimigos, como o Dr. Isaac (Iain Glen). Há também novas adições, mas a maioria, claro, serve para ser descartada de forma espetacular, afinal, é um filme de terror. Os destaques são para a Abigail, interpretada por Ruby Rose (de Orange is the New Black) e Ever Anderson, filha de Jovovich e do diretor, fazendo sua estreia precoce no cinema como a rainha vermelha. E olha, a menina tem talento.

 

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Com Resident Evil, Milla Jovovich definiu sua carreira como uma das maiores estrelas de ação da atualidade e literalmente construiu uma família em cima da franquia. Resta saber se agora, após o capítulo final (será que é mesmo? Se tem uma coisa que pode se dizer do estilo de Paul W. S. Anderson, é de que ele nunca fecha seus filmes), ela conseguirá ter longevidade em Hollywood conquistando outros personagens, talvez não tão icônicos como Alice e Leeloo (do clássico O Quinto Elemento), mas que explore seu talento badass.

Cotação-3-5

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