Moana – Um Mar de Aventuras | Crítica

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Apesar da onda conservadora que assola o mundo hodiernamente, desde o mais alto escalão da política até uma tentativa de restabelecer valores sexistas ultrapassados com as tais “escolas de princesas”, o tipo donzela em perigo que sempre espera que um homem irá salvá-la e assim ela encontrará a felicidade já não existe mais, ainda bem, e a Disney, que outrora em tempos remotos foi responsável em incutir na mente de gerações de meninas a síndrome de Cinderela, hoje é a precursora dessa nova versão de princesa, feminista e diversa, muito mais de acordo com a sociedade atual.

Não que tenha sido um caminho fácil, ela foi encontrando o caminho aos poucos, com A Princesa e o Sapo (2009) que foi a primeira princesa negra, passando por Valente (2011), uma princesa que preferia ser guerreira a casar-se e seu conflito não é romântico, e sim sobre o choque de visão de mundo com sua mãe, e, claro, o sucesso absoluto Frozen (2013), sobre o amor entre irmãs e se deixar ser o que é, sem ligar para a opinião dos outros (principalmente o patriarcado). Sim, essas princesas demonstraram tudo isso sem que muita gente percebesse, graças a muito humor e música.

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E agora o estúdio do Mickey vem com Moana e vráá! Acerta na mosca! Este é sem dúvidas o filme de animação mais feminista de todos. A história de Moana pode seguir o curso mais do que batido de narrativa cinematográfica da trajetória do herói, mas quando se coloca uma garota num papel que normalmente seria escrito para um homem, a coisa toda ganha outro peso. E não é em momento algum pedante em relação a isso.

Moana é filha do líder de uma tribo Havaiana, e a vemos pela primeira vez ainda garotinha (fofa demais!), já se mostrando mais corajosa que seus coleguinhas. Moana foi escolhida pelo mar para recuperar o coração de Dafiti e assim salvar sua ilha e todas ao redor, para isso ela tem que ir em busca de um semi-deus, Maui, responsável pelo roubo do coração. Maui, que recebeu a voz e o estilo de Dwayne “The Rock” Johnson, é o alívio cômico do filme (junto da galinha que viaja com Moana), e não, não vira interesse amoroso e tampouco salva o dia. Ele está lá para ajudar, para inclusive mostrar que ela deve ser a heroína da história.

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Além de tudo isso, Moana ainda é um desbunde para os olhos, possui um visual incrível com uma paleta de cores que enche a tela de um colorido que só reforça a beleza da história, e é um musical, com lindas músicas que talvez não virem um sucesso tal qual “let it go”, embora fiquem na cabeça após a saída do cinema.

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