Retrospectiva Cinematográfica 2016 | Os Piores Filmes do Ano

Em um ano fraco para o cinema, não foi muito difícil montar a lista de piores do ano, e ela é bem eclética. Tem sucesso comercial, fracasso de crítica e bilheteria, animação da Pixar e filme nacional no meio.

Vale lembrar, a lista de piores é composta não somente por filmes ruins, mas também pelo mais decepcionantes, ou superestimados do ano. Sem mais delongas, eis a nossa lita final:

10. Deuses do Egito (Alex Proyas)

Para quem não sabe, o filme começou com uma grande polêmica: a narrativa sobre divindades egípcias que dividem espaço na Terra com a população humana não tem um único ator egípcio em seu elenco. Mas não é só isso que faz de Deuses do Egito a hecatombe que é. Das atuações over e caricatas aos cenários bregas carregados de um CGI da pior qualidade, passando por um roteiro requentado que faz pouco sentido e por cenas de ação risíveis, é difícil pinçar alguma coisa que realmente dê certo aqui.

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09. A Lenda de Tarzan (David Yates)

Um Tarzan bombado de academia foi a aposta para a milésima vez que o pobre descamisado das selvas ganha as telas do cinema. A promessa de uma nova versão chegou apostando numa nova abordagem, mas infelizmente não foi tão bom. CGI demais, um herói inexplicavelmente poderoso, uma mocinha em perigo e Smuel L. Jackson mais uma vez fazendo papel de badass… quem ainda aguenta?

A Lenda de Tarzan

08. O Bom Dinossauro (Peter Sohn)

Ninguém é perfeito, né? Nem mesmo a Pixar consegue acertar todas, e dessa vez decepcionou bastante com a animação pré-histórica “O Bom Dinossauro”. O longa já tinha passado por diversos problemas internos antes mesmo de ser concebido, e isso se reflete em uma história desinteressante que soa como uma repetição de outras animações famosas como Rei Leão, Mogli – O Menino Lobo e A Era do Gelo.

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07. O Regresso (Alejandro Gonzáles Iñarritu)

Iñarritu recebeu uma estatueta na última cerimônia do Oscar basicamente por dirigir Leonardo DiCaprio grunhindo, babando e passando frio por 2h30. Tão exagerado em sua reconstrução do sofrimento de Hugh Glass que chega a ser risível em certos momentos, o filme sofre com a mania de grandeza de seu autor, que acaba esvaziando e tornando artificiais suas intermináveis cenas de contemplação e planos-sequência. Neste caso, nem a fotografia magistral de Lubezki salva.

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06. Esquadrão Suicida (David Ayer)

A DC ainda não conseguiu se achar nos cinemas. A esperança estava com Esquadrão Suicida, que prometia ser um filme mais leve em comparação com os anteriores, mas ainda mantendo a áurea dark característica dos filmes da DC. O resultado final foi uma junção de personagens fracos, sem carisma e confusos. Grandes nomes como Will Smith e Jared Leto não foram o suficiente para tornar os personagens mais interessantes. A exceção foi a Arlequina, que inclusive já garantiu mais um filme.

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05. Alice Através do Espelho (James Bobin)

Mais uma história de Alice que tem o protagonismo roubado por Johnny Depp e sua persona excêntrica de cara pintada que ele interpreta em 99,99% de seus filmes. Já deu, faz tempo. E o pior de tudo, há momentos em que ele claramente nem está em cena, apenas sua versão em CGI. Ah, a história é sem pé nem cabeça, então nada se salva deste filme que foi um dos maiores fracassos do ano.

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04. Porta dos Fundos: Contrato Vitalício (Ian SBF)

Se você curte os vídeos do Porta dos Fundos, provavelmente também estava ansioso para ver o que a equipe seria capaz de fazer com um orçamento maior e mais tempo de tela. Absolutamente nada de bom. O filme é um amontoado de cenas que dão vergonha alheia e falham gloriosamente na missão de fazer o espectador rir. Nem mesmo o comediante multiuso Fábio Porchat consegue salvar o projeto da tragédia que é.

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03. O Maior Amor do Mundo (Garry Marshall)

Pobre Garry Marshall, diretor de alguns clássicos das comédias românticas, como Uma Linda Mulher, terminou sua carreira deixando um de seus piores filmes. Essa “trilogia de datas especiais”, que começou com o dia dos namorados, passou pelo ano novo e terminou aqui com o dia das mães já não deu certo desde o início, mas parece que o velho Garry insistia nisso e convencia seus amigos estrelas a entrar na barca. Julia Roberts lhe devia muito mesmo para aceitar fazer este filme e ainda usar esta peruca horrenda.

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02. Joy: O Nome do Sucesso (David O. Russell)

David O. Russell e Jennifer Lawrence bem que poderiam dar um tempo um do outro. A combinação até que funcionou nos filmes anteriores, mas aqui  a coisa desandou de vez. Não que não houvesse suco para tirar da curiosa história da inventora do Miracle Mop, é só que o diretor conseguiu tirar pouca coisa dela. Além de personagens insuportáveis, o filme também tem sérios problemas de edição e atuações irregulares. Lawrence até que se salva, apesar de novamente interpretar uma personagem bem mais velha do que ela. De qualquer maneira, já é mais do que hora de sair por aí para explorar novos horizontes.

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01. O Caçador e a Rainha do Gelo (Cedric Nicolas-Troyan)

Depois do show de mediocridade que foi o primeiro filme desta versão repaginada da Branca de Neve, lá em 2012, ninguém ficou realmente empolgado com o anúncio da continuação. Mesmo com a presença de atrizes de peso, como Jessica Chastain, Emily Blunt e a própria Charlize Theron, em seu trailer o filme já mostrava a que veio. Trata-se de uma tentativa feia, barata e preguiçosa de capitalizar mais uma vez em cima de um dos contos de fadas mais adorados de todos os tempos. A diferença é que agora nem a bilheteria foi suficiente para encobrir a vergonha.

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Menção desonrosa:

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