Sing – Quem Canta Seus Males Espanta | Crítica

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Há alguns meses, escrevi a crítica de Pets – A Vida Secreta dos Bichos (os títulos seguem num mesmo estilo), e de como a ideia de mostrar nossos queridos bichinhos de estimação quando não estão a nosso alcance foi desperdiçada, e acabei creditando isso ao fato de não ser um filme da Pixar, que tem um time de criadores extremamente sensível. Já este estúdio, Illumination, faz muito sucesso quando quer apenas fazer rir, como é o caso dos Minionsmas quando quer emocionar erra feio, erra rude.

E se Pets falhou em ser uma versão de Toy Story, Sing – Quem Canta Seus Males Espanta, falha ao tentar ser a versão do estúdio do sucesso recente da Disney, Zootopia, misturando a isso uma pegada musical.

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Não que Sing seja de todo ruim. Assim como Pets, conseguiu transmitir a atmosfera da cidade (embora perca feio para todos os detalhes pensados em Zootopia), mas isso serve de referência apenas aos adultos, assim como os bastidores de uma produção teatral. Suspeito que o diretor e roteirista Garth Jennings se inspirou um pouco em Birdman até, mas para deixar tudo mais palatável aos pequenos, não pôde deixar de incluir musicais pop no ~melhor~ estilo de Alvim e os Esquilos.

Ao menos os personagens são carismáticos, o produtor teatral falido, um coala chamado Buster Moon e sua secretária atrapalhada, uma velha camaleoa, tem uma ótima dinâmica. Já os cantores, apesar de a maioria deles ter uma trama divertida (principalmente a leitoa Rosita e seus 25 filhos), são mal-desenvolvidos, pois quiseram interligar a trama pessoal de todos de forma apressada e fraca.

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Daí o que acontece? O ratinho malandro Mike tem problemas com gorilas gângsters (ou seriam ursos?), que não são os mesmos da família de assaltantes do jovem Johnny, há também a trama da tímida elefanta Meena, que ganha muito destaque devido a seu medo do palco, além da porco-espinho roqueira Ash e seu namorado babaca. É muita subtrama para uma história tão curta, que não pode esquecer de seguir o arco do protagonista Moon.

Quando este perde tudo o que tem e descobre-se que ele não foi tão sincero com seu elenco, ao invés de um momento emocional e de epifania, o que vemos é uma solução apressada do grande clímax da história, e um momento que musicalmente é empolgante, mas narrativamente todas as tramas são solucionadas com os maiores clichês do gênero.

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Sing não irá deixar de entreter e divertir as crianças, mas a Illumination deve tomar uma posição, ou se assume como uma produtora de animações focada apenas na comédia e aventura, no qual se sai muito bem, ou se dá ao trabalho de criar tramas mais elaboradas e com uma equipe criativa mais engajada e sensível, que não desperdice mais motes tão bons.

Cotação-3-5

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6 comentários

  1. Sério? Você não percebeu que eram ursos? Caramba!!! Me admira você ter notado que Ash era uma porco-espinho fêmea! Ademais, a trama foi muito bem desenvolvida sim, cada personagem com seus dramas pessoais elaborados e bem explicados. Pra que se aprofundar, correndo o risco da animação ficar chata? A produção soube explorar num curto espaço de tempo, sem perder o bom humor, o sentimento das personagens e conseguiu transmitir emoção, salve algumas ressalvas como comparação à Zootopia. Não é um filme memorável, é verdade, mas transmite valores como superação, conquista, união e paixão por aquilo que se gosta de fazer, no caso, cantar, e nunca, nunca desistir, nunca deixar o medo impedir de fazer o que se ama.

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  2. Nossa não tenho a menor dúvida que não assistiu o filme! Vamos fazer algumas correções aqui, primeiro o nome da secretária do Moon não é Judith, a Judith é a gerente do Banco, segundo o Ratinho Mike tem problemas com “Ursos” o que não tem nada a ver com os Gorilas que fazem parte da história do Jonny. O filme traz muita emoção sim e particularmente as histórias são perfeitamente interligadas. A única que faltou para fazer a crítica foi ter assistido. Fica a dica para a próxima vez.

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    • Olá, Rafael!

      Eu assisti ao filme sim, afinal essa é minha obrigação enquanto crítica (O Cinelogin é, acima de tudo, ético). É que ele foi totalmente esquecível para mim! Mas vou checar as informações e alterar os nomes, se for o caso. 😉

      Que bom que para você ele foi emocionante. Cinema, enquanto obra artística, atinge as pessoas de diferentes formas.

      Um abraço 🙂

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  3. Alguém me diz o que aconteceu com o Mike? Quando ele está fugindo com a ratinha o Urso-Mor se agarra na traseira….. E SÓ. Sabemos que o dinheiro do urso estava na mala do carro, mas ele pegou?? Tenho a impressão que foi uma daquelas cenas que o diretor corta achando que o público é imbecil e não vai perceber…..

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