Perfeita é a Mãe! Crítica

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Amy Mitchell (Mila Kunis) é a típica mulher contemporânea ocidental, aquela que tem que conciliar trabalho e vida doméstica, sempre se mostrando uma mulher bem-sucedida em todos os aspectos, não importa o quão difícil é conciliar tudo isso. Tudo bem que ela está sempre atrasada, mas mesmo assim não falta a uma reunião, sempre faz hora extra, ajuda nos trabalhos escolares dos filhos, os leva para a escola e todos os cursos extras, prepara café da manhã e jantar e mesmo assim está sempre com o visual impecável.

E não, ela não é mãe solteira, mas seu marido ainda é aquela figura que acha que já faz muito em trabalhar e “ajudar” nas despesas da casa, e que criar filhos é apenas brincar com eles nas horas vagas (quando ele não está fazendo qualquer outra coisa). Divisão de tarefas e responsabilidades? Nem pensar. Não é à toa que vemos Amy à beira de um colapso.

Quem é mãe na geração millenium certamente se identificou. Enquanto a mulher conquista cada vez mais espaço no mercado de trabalho, a pressão para que ela faça absolutamente todas as tarefas de forma impecável só aumenta. E numa geração que cresce mas não amadurece, a tão sonhada igualdade de gênero, apesar de mais próxima, às vezes ainda parece inalcançável. Além de ter um marido que mais parece um filho, Amy ainda tem que aguentar um chefe e colegas de trabalho recém-saídos da escola que são a epítome do comportamento hedonista. Resultado: ela trabalha por todos.

Mas o filme ainda é uma comédia, e das boas, especialmente quando Amy decide enfrentar a carrasca presidenta da associação de pais e mestres da escola de seus filhos (Christina Applegate). Juntam-se a ela Kiki (Kristen Bell), a mãe em tempo integral de quatro pestes, e Carla (Kathryn Hahn), a mãe solteira e relapsa, que é a melhor personagem, pois humaniza a imagem da “piriguete” odiada pelas outras “mães”, além de ser responsável pelos momentos mais hilários do filme.

O filme só enfraquece um pouco no final extremamente perfeitinho, que destoa do tom de subversão que o filme vai ganhando ao longo dos dois primeiros atos. Ainda assim, Perfeita é a Mãe! é um filme de mulheres para mulheres que serve para divertir e servir como um desabafo sobre o direito de não ser perfeita, e que para fugir das amarras de mais este padrão imposto (o da super-mulher), é preciso emponderamento.

Cotação-3-5

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