Retrospectiva Cinematográfica 2015 | Os Piores Filmes do Ano

O cinema, enquanto indústria de entretenimento, está sujeito a falhas. Às vezes milhões são investidos numa produção, mas o resultado não sai como esperado (imaginamos que qualquer diretor e produtor esperam fazer um bom filme, não?). Já no cinema enquanto arte, a qualidade de uma obra varia de acordo com o gosto do público. Por isso, caro leitor, não se zangue se consideramos aquele filme que você adorou uma bela porcaria.

Eis o nosso top (ou seria bottom?), dos dez piores filmes de 2015 (tem até filme que estava na nossa lista dos mais aguardados ano passado).

Top Piores Filmes de 2015

 

10º. Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada é Impossível, de Brad Bird

Depois do divertido “Missão Impossível: Protocolo Fantasma”, a expectativa para a nova aventura sci-fi do diretor era grande demais. O resultado no entanto, desapontou. O filme acabou se tornando uma bagunça na tela tamanha a confusão em cenas de ação, como fica claro no próprio clímax do filme. A produção deu prejuízo à Disney, custou cerca de U$190 milhões e arrecadou apenas U$209 milhões no mundo inteiro. Um pesadelo para ser esquecido.

tomorrowland

9º. O Destino de Júpiter, de Andy e Lana Wachowski

No mesmo ano em que os Wachowski foram elogiados por “Sense8”, eles também sofreram com o fracasso de crítica e bilheteria de O Destino de Júpiter. O filme chega a ter uma premissa interessante e um aspecto visual bonito, mas em compensação a história é boba demais, ilógica e cheia de furos. Para piorar, temos ainda um casal de protagonistas sem química alguma e um vilão digno de novelas mexicanas. Em alguns momentos parece até que é ruim de propósito.

o_destino_de_jupiter

8º. Minions, de Kyle Balda e Pierre Coffin

Os Minions, que estiveram basicamente em todo lugar em 2015, também fizeram um dos filmes de maior sucesso do ano. Sucesso financeiro, quer dizer, porque o filme em si é uma reunião de piadas baratas e requentadas da franquia “Meu Malvado Favorito” e prova que as coisinhas amarelas e fofinhas não funcionam sem um Gru para liderá-las.

minions

7º. O Exterminador do Futuro: Gênesis, de Alan Taylor

Há três explicações para o fracasso deste último Exterminador do Futuro; 1º: A franquia deveria ter acabado no segundo filme; 2º: Schwarzenegger tem que admitir que envelheceu; 3º: Alan Taylor tem que voltar a dirigir séries de TV. Ponto final.

Por favor, parem! Deixem o T-800 descansar em paz.

Terminator 1

6º. Sniper Americano, de Clint Eastwood

Eastwood já provou ser um cineasta notável, mas esse mesmo cineasta praticamente não aparece em Sniper Americano, uma elegia sobre um “herói” americano controverso. O roteiro é tão de uma nota só que houve quem dissesse que há algum significado oculto por trás dele. Tudo isso é incerto, mas a uma primeira vista o longa parece confirmar a cada passo a visão distorcida que seu protagonista tem do mundo.

PS: Há ainda o bônus da cena ridícula de Bradley Cooper com um bebê falso, que ganhou a internet e fala por si mesma.

sniper

5º. Invencível, de Angelina Jolie

O segundo filme dirigido pela menina malvada e minimamente talentosa Angelina Jolie demonstra toda a pretensão da agora cineasta em dirigir grandes histórias (seu mais novo longa, que também poderia ter entrado neste top, é uma narrativa mais intimista. Porém, ela tenta parecer Antonioni, sem ter condições de fazê-lo, é claro). Neste, baseado na história real de um sobrevivente da Segunda Guerra, Louis Zamperini, conta a trajetória do protagonista de atleta olímpico a náufrago e depois refém dos japoneses, e toda a tortura por que passa. Se Jolie queria que sentíssemos todo o perrengue do protagonista, conseguiu, pois não é fácil sobreviver a este filme.

invencivel 3

4º. Os Vingadores: A Era de Ultron, de Joss Whedon

A mesma fotografia, as mesmas piadas, os mesmos conflitos e, claro, como uma boa sequência bilionária, tudo dez vezes maior, para ampliar a sensação de grandeza. Repete a fórmula, joga mais Downey Jr. na tela e gasta milhões e milhões em um festival pornográfico de CGI. Para um jogo de vídeo game seria até um visual bonito. Como filme e, principalmente, como sequência, ficou muito abaixo do que prometia.

avengersultron

3º. Quarteto Fantástico, de Josh Trank

Quando o próprio diretor critica o filme é porque ele realmente foi ruim demais. Os bastidores dessa nova versão do Quarteto foram marcados por muita polêmica. Josh Trank, o diretor, e o ator Miles Teller quase foram às vias de fato durante as gravações e notícias apontam que Kate Mara também não era a primeira escolha de Trank para viver Sue Storm. Para completar, o filme ainda passou por refilmagens e, como Kate Mara já estava com o cabelo curto, teve que usar uma peruca bizarríssima. Todo esse clima se refletiu no filme, uma versão apagada dos heróis. Pelo visto, teve mais ação nos bastidores do que no próprio longa.

quarteto_fantastico

2º. Peter Pan, de Joe Wright

Algumas escalações de elenco questionáveis, excesso de CGI e uma sequência de Hugh Jackman cantando Nirvana, que é de doer, até que poderiam ser relevados se a história do filme se salvasse, mas não é o caso. O argumento interessante pretendia mostrar as origens do menino que não queria crescer, mas embarca na moda do “vilão que antes era amigo do herói” e erra no tom. O resultado é um filme abaixo da crítica que não encanta e ainda decepciona os fãs mais nostálgicos da Terra do Nunca.

pan 8

1º. Cinquenta Tons de Cinza, de Sam Taylor-Johnson

Dizem que é um filme, mas mais parece um compilado cafona de cenas de séries de TV e novelas da pior categoria. A trama de Cinquenta Tons de Cinza é isso mesmo, uma novela, mas o que mais choca no sucesso da história é o fato de em pleno século XXI mulheres ainda romantizarem uma relação tão abusiva. Christian Grey é um grande babaca machista, e sua transposição para o cinema não ajudou em nada. Já Dakota Johnson conseguiu o feito de transformar a irritante Anastasia Steele em uma personagem charmosa. Sua atuação é a única coisa que se salva aqui.

Cinquenta Tons de Cinza - slider

Infelizmente, tivemos mais do que dez filmes ruins este ano. Eis mais alguns citados pelo nosso time de editores:

Menções desonrosas

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