Goosebumps: Monstros e Arrepios | Crítica

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É bem possível que você nunca tenha ouvido falar de R. L. Stine. Até por isso, provavelmente se surpreenderia ao descobrir que o escritor de livros de terror já vendeu mais cópias que o próprio Stephen King, considerado um dos grandes mestres do gênero. E também que até você já deve ter lido algum livro do autor.

Iniciada na década de 90, a série de livros Goosebumps foi responsável pelos pesadelos de muitas crianças e adolescentes da época. Eram livrinhos curtos e divertidos, em que algum jovem precisava enfrentar um terrível desafio do além. Terror despretensioso e divertido para não assustar demais os pequenos, mas suficiente para dar aquela sensação gostosa de pavor.

Na verdade, demorou até demais para sair um filme baseado na série. Para compensar o tempo perdido,  no entanto, Goosebumps: Monstros e Arrepios une absolutamente todas as histórias já escritas por Stine (algumas mostradas com muito mais destaque do que outras, é claro) em uma trama digna de clássicos de terror adolescente dos anos 80 e 90.

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Como geralmente acontece, a história começa quando Zach (Dylan Minnette) se muda com a mãe (Amy Ryan) para a pequena cidade interiorana de Madison. Rapidamente, o jovem faz amizade com a vizinha Hannah (Odeya Rush), mas suas tentativas de aproximação são reprimidas pelo pai hostil e meio psicopata da garota (Jack Black). Quando, sem querer, liberam um mal aprisionado há muito tempo, precisam correr contra o tempo para impedir uma tragédia de escala gigantesca.

O longa respeita o espírito dos livros e é muito mais uma aventura divertida, com um ou outro aspecto horripilante, do que um terror propriamente dito. Os dois jovens têm uma ótima química e o próprio Black, que andava meio sumido das telas, vai bem em um papel menos pirado e mais ranzinza do que de costume.

Os efeitos especiais usados para dar vida aos monstros são naturalmente toscos, o que acaba sendo uma escolha acertada, pois empresta não apenas um ar retrô a eles, mas também uma aura cartunesca que combina demais com o restante da produção.

O que o roteiro de fato poderia ter desenvolvido melhor é exatamente aquilo que a história tem de mais dramático: o passado de Hannah. Além do peso que ele tem para a trama, é o que ajuda a definir a base moral da história e o seu centro emotivo. Uma concessão desnecessária, porém, retira essa carga dramática e seu peso para os personagens, o que poderia até ter configurado um filme ainda melhor.

Dito isso, Goosebumps: Monstros e Arrepios acaba sendo uma experiência revigorante por preencher um nicho que parece mais e mais escasso de novidades no cinema contemporâneo. Com a febre das adaptações de séries literárias adolescentes, as aventuras juvenis foram se robotizando e hoje transformaram-se em longas que tratam invariavelmente sobre rebelião e distopias futuristas em contextos muito parecidos.

Goosebumps é o oposto disso e, curiosamente, refresca o gênero ao trazer à vida histórias do século passado, algumas com mais de 20 anos de idade.

Cotação-3-5

Goosebumps: Monstros e Arrepios - poster nacionalGoosebumps: Monstros e Arrepios (Goosebumps)

Direção: Rob Letterman

Roteiro: Darren Lemke, baseado em história de Scott Alexander e Larry Karaszewski e na série de livros de R.L. Stine

Elenco: Jack Black, Dylan Minnette, Odeya Rush, Ryan Lee, Amy Ryan, Jillian Bell, Ken Marino, Halston Sage, Steven Krueger, Keith Arthur Bolden, Amanda Lund, Anthony B. Harris, Ashleigh Jo Sizemore, Benjamin Papac, Caleb Emery, Clare Halstead, Drew Lamkins, Drew Lampkins, E. Roger Mitchell, Ella Wahlestedt, Gabriela Fraile, Jared Sandler, Jennifer Trudrung, John Deifer, John Herndon, Josh Phillips, Karan Soni, Kathy Walton Pulley, Kevin Harrison, Kumail Nanjiani, Larry Mainland, Lucky Mangione, Luka Jones, Marshall Choka, Mason Pike, Michael Flayhart, Mickie Pollock, Natalie D’Addieco, Nate Andrade, Roger Neal, Rory Healy, Ryan Lee, Sarah Borne, Sean Gogan, Steve Quinn, Taber Cross, Timothy Simons, Vivian Kyle.

Gênero: Ação/Aventura/Comédia/Terror

Duração: 103 minutos

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