Top 20 | Animações que vão cortar seu coração

Quando você pensa em um filme de animação, geralmente o que vem à cabeça é algo colorido e divertido, leve como Minions ou Meu Malvado Favorito. É até fácil se esquecer que nem toda animação é para crianças e que, mesmo as que são, muitas vezes tocam em temas muito adultos, como nostalgia, preconceito, vingança, abandono e até morte.

Confira a seguir as 20 animações que trazem temas e cenas profundamente tristes. Não prometemos que todas vão te fazer chorar, mas com certeza cada uma delas te obrigará refletir e sentir o coração mais pesado ao menos por alguns momentos.

20 – A Ratinha Valente (1982) – Don Bluth

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Neste desenho relativamente pouco conhecido dos anos 80, uma ratinha que tenta salvar seu filho doente e um grupo de ratos, frutos de experiências em laboratório, são os ingredientes para uma fábula sombria sobre coragem, amizade e a natureza dúbia dos desígnios humanos.

19 – O Conto da Princesa Kaguya (2014) – Isao Takahata

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Um dos desenhos visualmente mais belos já feitos, O Conto da Princesa Kaguya se baseia em uma lenda japonesa e narra a história de uma jovem encontrada por um lenhador em um broto de bambu. Criada como uma princesa por pais superprotetores, a belíssima menina é impedida de brincar e fazer tudo o que gosta, passando a viver uma vida fútil e carregada pelas aparências.O embate entre o desespero e a crescente tristeza de Kaguya e as bem intencionadas, embora equivocadas, ações de seu pai, levam a uma conclusão inevitável para ambas as partes, que é capaz de botar lágrimas nos olhos de qualquer um.

18 – A Torradeira Valente (1987) – Jerry Rees

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Este pouco lembrado clássico dos anos 80, estranhamente sombrio para os padrões da Disney, mostra uma gangue de objetos domésticos que vaga pelos Estados Unidos em busca de seu dono. Quando descobrem que estão ultrapassados e devem ser substituídos por aparelhos mais modernos, chegam à conclusão de que seu destino é ser largados e esquecidos como tralhas. Sem o apelo de objetos como os brinquedos de Toy Story, a situação aqui pode ser considerada ainda mais desesperadora e faz pensar sobre como nossos utensílios se tornam cada vez mais descartáveis.

17 – Todos os Cães Merecem o Céu (1989) – Don Bluth

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A relação entre um cachorro e seu dono certamente já foi palco para muitas lágrimas sofridas no cinema. No caso desta animação, no entanto, a história é um pouco diferente. Charlie, um cão desonesto e golpista, é morto antes de seu tempo e retorna à Terra com a promessa de que, se morrer novamente, irá direto para o inferno. De volta ao submundo do crime canino, ele busca vingança contra seu assassino, mas acaba se livrando aos poucos de seu egoísmo ao descobrir o amor de uma pobre e doce garotinha.

16 – A Revolução dos Bichos (1954) – John Halas, Joy Batchelor

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Primeira animação da história do cinema a mostrar sangue, esta adaptação da obra satírica de George Orwell mostra a tomada de uma fazenda decadente por seus animais, antes explorados pelo dono tirânico. Inspirada pelos eventos ocorridos após a Revolução Russa, a narrativa mostra a ascensão de um grupo de porcos liderados por Napoleão (uma referência clara ao tirano Stálin) que acabam se tornando ainda piores que o fazendeiro, passando a matar quem discorda deles e a requerer para si todos os privilégios. Afinal, “todos os animais são criados iguais, mas alguns são mais iguais que outros”.

15 – Pinóquio (1940) – Hamilton Luske, Ben Sharpsteen

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A marionete de madeira Pinóquio passa por uma série de relações exploratórias e desonestidades em sua jornada para se tornar um menino de verdade. Além de ser obrigado a se apresentar todos os dias em frente a uma plateia ansiosa, ainda conhece as consequências de uma vida de prazeres fáceis, tendo que presenciar seus amigos se tornarem jumentos em uma das cenas mais perturbadoras da história da Disney. O longa trabalha com a ideia de que ser uma pessoa de verdade implica seguir o caminho da bondade e da honestidade, sem atalhos ou recaídas.

14 – O Gigante de Ferro (1999) – Brad Bird

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A própria ideia de uma máquina construída para destruir que decide se inspirar no Super-Homem e salvar pessoas seria bonita o suficiente para emocionar. Porém, O Gigante de Ferro vai além. Tanto o robô quanto seu amigo de nove anos, Hogarth, são extremamente carismáticos e sua relação é belíssima, fazendo com que os sentimentos aflorem ainda mais naturalmente. E aquele final…

13 – Mary e Max: Uma Amizade Diferente (2009) – Adam Elliot

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Esta animação é a prova de que uma amizade verdadeira pode surgir de qualquer lugar. Uma garota australiana de oito anos e um obeso novaiorquino de 44 desenvolvem uma improvável relação por correspondência, em que trocam experiências sobre suas vidas distantes e infelizes. A forma singela como a relação se desenvolve e logo evolui para um forte companheirismo é o que torna a última cena ainda mais agridoce, fazendo você chorar enquanto percebe as implicações tristes e felizes daquela amizade que dura mais de duas décadas.

12 – Princesa Mononoke (1997) – Hayao Miyazaki

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Princesa Mononoke é muito provavelmente o filme mais depressivo que o famoso animador japonês Hayao Miyazaki fez ao longo de sua carreira. O longa mostra o embate entre os espíritos da floresta, ajudados pela princesa Mononoke, e os humanos moradores de uma cidade próxima. O diretor permite bem poucos momentos de felicidade aos seus personagens e, ao criar uma fantástica narrativa que no fundo alerta para a destruição da natureza, também faz um filme profundamente triste e desolador para quem o assiste.

11 – Toy Story 3 (2010) – Lee Unkrich

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A terceira aventura de Woody, Buzz e os outros brinquedos de Andy é também a melhor. Ao tratar do momento de transição entre a juventude e a idade adulta, a animação mostra que, apesar de ter que dizer adeus ser algo sempre doloroso, permitir que outros usufruam daquilo que não é mais útil para você pode fazer tudo valer a pena.

10 – Divertida Mente (2015) – Pete Docter, Ronnie del Carmen

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É impossível viver sempre feliz. A tristeza é parte importante da nossa existência, essencial para que superemos nossos problemas e até para que nos sintamos felizes. Essa é a mensagem da mais recente animação da Pixar, sobre uma garotinha incapaz de reprimir seus sentimentos infelizes quando é obrigada a se mudar da cidade que ama. Assim, triste mas orgulhosamente, o filme garante seu lugar neste top.

9 – Bambi (1942) – David Hand

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Além da cena inicial que já traumatizou muita criança por aí, em que o pequeno cervo é obrigado a lidar com a morte da mãe nas mãos de um caçador, Bambi é também uma história de amadurecimento em que o protagonista aprende sobre os perigos e maravilhas da vida enquanto enfrenta as dificuldades de crescer na floresta.

8 – Up – Altas Aventuras (2009) – Pete Docter

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Que outro filme vai deixá-lo aos prantos já nos primeiros dez minutos? Mesmo que a próxima hora seja uma aventura um pouco mais convencional nas selvas sul-americanas, o filme continua sendo sobre seguir em frente e aprender a deixar para trás as coisas que você ama e que não vão mais voltar. Afinal, cada experiência é uma nova chance e deve ser vivida ao máximo.

7 – O Rei Leão (1994) – Roger Allers, Rob Minkoff

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Se você não chora toda vez que vê Mufasa sendo jogado do penhasco por Scar, sinto informar que você não tem coração. Além da cena absolutamente chocante para a época (foi a primeira morte de um personagem mostrada  em um desenho da Disney), o filme narra a história de um jovem obrigado a renegar seu passado e sua família e que passa parte da vida acreditando que foi responsável pela morte do próprio pai, algo terrivelmente triste em qualquer realidade.

6 – Persépolis (2007) – Marjane Satrapi, Vincent Paronnaud

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Baseado nos quadrinhos de sucesso inspirados na vida da própria Marjane Satrapi, o roteiro acompanha os primeiros anos, a adolescência e chegada à idade adulta da protagonista. O filme lida com temas sérios como morte, injustiça social, governos fundamentalistas, casamento, prisão, depressão, suicídio e comunismo, entre muitos outros. De fato, não é um filme para crianças.

5 – Valsa com Bashir (2008) – Ari Folman

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Um ex-combatente israelense entrevista veteranos da invasão do Líbano de 1982 para reconstruir suas próprias memórias perdidas do acontecimento. Com toques autobiográficos do diretor, que é também o protagonista, esta é uma lembrança depressiva sobre a violência e a arbitrariedade da guerra, em que a culpa é algo difuso e que pode ser facilmente distribuído entre todos os envolvidos no massacre, mesmo aqueles que não chegam a puxar o gatilho.

4 – Dumbo (1941) – Ben Sharpsteen

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Alvo de todo tipo de zombarias por causa de suas orelhas gigantescas, o pequeno Dumbo rapidamente perde a mãe, sua única protetora, presa quando tenta protegê-lo de um grupo de jovens mal intencionados. É impossível não sentir o sofrimento do elefantinho devido a todo o ridículo por que o pobre é obrigado a passar ao longo do filme, o que só torna seu voo final em direção à glória um momento ainda mais apoteótico.

3 – Uma Grande Aventura (1978) – Martin Rosen

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Coelhos são geralmente considerados animais meigos e fofinhos e é por isso que esta animação, baseada em um livro de Richard Adams, pode ser extremamente chocante para alguns. Repleta de elementos filosóficos e teológicos, a fábula é uma violenta narrativa sobre um grupo de coelhos que deixa seu hábitat depois que um de seus membros tem uma premonição sobre a destruição do local. Em sua jornada, no entanto, enfrentam várias ameaças sangrentas que podem botar a perder seus objetivos e até mesmo suas vidas.

2 – O Cão e a Raposa (1981) – Ted Berman, Richard Rich, Art Stevens

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Às vezes nem mesmo uma grande amizade é capaz de superar as diferenças. Ao mostrar essa mensagem um tanto pessimista, este filme (infelizmente um dos menos conhecidos da Disney) ganha destaque, contando uma história sobre um cão e uma raposa que crescem juntos, desenvolvem uma grande amizade e se tornam inimigos naturais quando adultos. Além de ter uma quantidade perigosamente alta de cenas de cortar o coração (tente assistir à despedida entre a raposa e sua dona sem sentir que o mundo acaba de desabar), é também uma narrativa cuidadosamente orquestrada para que você saia do filme com um sentimento agridoce de incompletude.

1 – Túmulo dos Vagalumes (1988) – Isao Takahata

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Contado pelo ponto de vista de dois irmãos que perderam os pais e precisam sobreviver aos horrores da Segunda Guerra Mundial em um Japão cada vez mais devastado, Túmulo dos Vagalumes já se inicia com um encontro dos espíritos de ambos, mortos pela fome e pelas péssimas condições de vida. Praticamente um clássico do choro entre as animações, o filme é ainda mais emocionante porque mostra suas tragédias com delicadeza, introduzindo flashbacks e memórias que têm a mesma leveza de seus personagens e, por isso mesmo, se tornam infinitamente mais tristes.

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