Nocaute | Crítica

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Billy “O Grande” Hope ( Jake Gyllenhaal) é um pugilista que cresceu em vários orfanatos, passou por prisões e teve a chance de construir uma carreira brilhante no boxe. Casado com Maurren ( Rachel MacAdams), a quem conheceu no orfanato, é pai de Leila (Oona Laurence) de 11 anos. Seu empresário (Curtis “50 Cent” Jackson) quer que ele lute mais 3 lutas milionárias, mas Mo, como é chamada por todos, não concorda, pois está preocupada com sua saúde. Um acidente ocorre em uma cena muito mal filmada e Billy perde sua mulher. Com isso vai-se a tudo, carreira, a casa, os carros, e o mais importante, a filha vai parar no serviço social. Agora ele tem que arranjar uma maneira de recuperá-la.

O roteiro infelizmente está ancorado em vários clichês que prejudica ao todo o filme e não traz nada de novo ou original à obra e nem as atuações dos atores, por mais que eles se esforcem. O exemplo mais óbvio é Gyllenhaal, que tenta construir uma persona longe dos estereótipos e o resultado acaba sendo o contrário do planejado. Quem consegue fugir um pouco dos clichês impregnados do roteiro é Forest  Whitaker com seu Tick Well, um treinador linha dura, mas com o coração mole que ajudará billy em sua luta para recuperar a filha.

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O problema dos clichês é que não conseguimos nos envolver emocionalmente com a história, não nos emocionamos e nem torcemos para Billy e sua “redenção”, por assim dizer, a culpa é do diretor Antoine Fuqua, que joga tudo na tela sem o mínimo de tato e isso faz com que não nos apegamos com o que estamos vendo ali. É tudo tão óbvio que você já sabe o que ocorrerá após 30 minutos de filme.

Todas as lutas são muito bem coreografadas, Gyllenhaal cheira a sangue e suor em várias cenas, o trabalho de Mauro Fiore e do próprio diretor soube aqui pelo menos fazer um trabalho “realista”, o esporte é muito bem trabalhado e o sangue respinga na tela. Dá para ver que nessa parte houve um cuidado minucioso da equipe para que se fosse bem verdadeiro.

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A transformação física de Gyllenhaal é espantosa, como em O Abutre, foram cinco meses malhando pesado para ficar com o corpo de um pugilista. O personagem originalmente escrito para o rapper Eminem, acaba não sendo mais imaginado em outra pessoa senão nele após o resultado final. Mesmo tendo uma interpretação estereotipada, acaba sendo boa, pois percebe-se que não é por sua culpa, e sim do roteiro. Houve ali um trabalho de composição baseado no que lhe foi dado e ele fez o que pôde com o que tinha em mãos: longe de ser ruim, mas longe de ser igual ao outro filme.

Não podemos deixar de falar na pequena Oona Laurence, que assim como Jake, luta contra os clichês e tenta dar um pouco de dignidade a sua personagem, a precoce Leila consegue breve momentos de emoção do espectador.

A trilha mistura o rap de Eminem, que produziu a trilha, e do falecido James Horner. Uma das poucas coisas boas do filme.

Cotação-3-5

Nocaute (Southpaw)

Nocaute - poster nacionalDireção: Antoine Fuqua

Roteiro: Kurt Sutter

Elenco: Jake Gyllenhaal, Forest Whitaker, Rachel McAdams, Curtis ’50 Cent’ Jackson, Beau Knapp, Clare Foley, Grace Marie Williams, John Cenatiempo, Miguel Gómez, Naomie Harris, Oona Laurence, Rita Ora, Rowdy Brown, Skylan Brooks, Victor Ortiz.

Gênero: Ação/Drama

Duração: 124 minutos

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