Wet Hot American Summer: First Day of Camp | Review

Wet Hot American Summer, de 2001, não é um filme que marcou uma geração, não foi um sucesso de crítica nos EUA e sequer chegou a ser lançado nos cinemas brasileiros. Provavelmente surge um espanto ao notar que a Netflix resolveu ressuscitar a sátira dos acampamentos de verão e fazer dela uma série de oito episódios, porém, ao se olhar para o elenco, a gente entende o porquê dessa jogada.

O elenco possui grande estrelas que na época eram praticamente desconhecidos do foco de Hollywood, entre eles Amy Poehler, Bradley Cooper (que estreava nos cinemas) e Elizabeth Banks. Até o momento, o mais conhecido era Paul Rudd, por sua participação em Patricinhas de Beverly Hills. Então, por que não juntar essa galera que tá fazendo sucesso hoje em dia, chamar mais um pessoal que tá em foco e fazer um prequel do filme? E a série é basicamente isso, uma desculpa pra mostrar um elenco de fazer inveja a qualquer produtor/diretor de série, e funciona perfeitamente bem.

wet hot ame summerA primeira coisa que você precisa saber sobre a série se você ainda não viu o filme é que ele é basicamente a essência do besteirol, então situações cartunescas, atuações exageradas e figurinos extravagantes fazem parte da fórmula da série, se acostume ou caia fora logo após o piloto. A segunda coisa que você precisa saber é que, mesmo sendo um prequel ao filme, eu recomendo que você veja o longa primeiro, e deixe a série pra depois, ela não foi feita pra fazer sentido, e sim pra funcionar como uma grande piada interna pra quem já conhece o desenrolar do filme de 2001.

A começar pelo fato de atores já adultos estarem interpretando adolescentes de 16 anos. E a série reconhece essa situação e zomba de si mesma ao incorporar a piada ao contexto da série quando uma personagem menina, ao menstruar pela primeira vez, torna-se mulher aos nossos olhos, embora ela não se sinta diferente. Pra falar a verdade, todos ainda estão bem conservados, e a caracterização não soa tão ridícula, não mais do que o filme original, pelo menos. A exceção, é claro, ocorre com o Coop, personagem de Michael Showalter, bem mais velho, e com uma barriga de cerveja bem avantajada.

A vantagem de se ter um tempo de tela maior, de agora 4 horas, permite que os criadores possam desenvolver melhor alguns personagens que apenas possuem uma rápida aparição no filme, como as personagens de Elizabeth Banks, Amy Poheler e a lata de vegetais falante. Fora isso, ainda temos espaço para novos convidados, como Kristen Wiig, Chris Pine, numa ótima participação musical de Higher and Higher, Michael Cera, que ainda parece um adolescente interpretando um adulto (piada inversa aqui) e Josh Charles vivendo um namorado vilão de toda comédia adolescente.

wet-hot-american-summerSe a gente for parar pra pensar, juntar todo esse elenco de maneira coesa não deve ter sido fácil (Bradley Cooper gravou todas suas cenas num só dia), e o resultado não fica bagunçado como foi a quinta temporada de Arrested Development, também pela Netflix, em que algumas vezes quase não dava pra entender o que tava acontecendo e poucas cenas continham o elenco inteiro junto.

A série porém peca quando resolve fugir da fórmula do filme original e resolve focar em adolescente interpretados realmente por adolescentes (I know, right?!) e em todo aquele drama de primeiro amor não correspondido e bla bla bla. Talvez isso tenha comprometido um pouco os episódios iniciais, mas logo logo a série deixa eles de mão, embora esse plot esteja presente do começo ao fim.

A boa notícia é que a série não esgota a fórmula, assim como o filme, a série se passa em um só dia, o primeiro deles. Talvez seja extremamente difícil reunir todo esse elenco de novo, mas pelo menos abertura pra isso eles possuem.

  • I’ll fart my way into that snatch, just you watch.
  • Foi também uma mini reunião de Mad Man, com participações de Jon Hamm, John Slattery e Rich Sommer
  • Épica a cena de Chris Pine cantando a música Higher and Higher no telhado no último episódio. (He saved friendship with a song!)
  • Não procure uma lógica, Chris Pine morre, mas passa bem.

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