The Casual Vacancy – Episode 3| Review

Depois desse terceiro e último episódio de The Casual Vacancy, já dá pra falar com propriedade: a série não foi a adaptação que poderia ter sido. As diversas mudanças de personalidade de personagens, a falta de foco e a opção por destinos desconexos atrapalharam o desenvolvimento da história que teve o seu principal arco dramático reduzido a um simples mal entendido.

the casual vacancy krystalDando sequência ao episódio anterior, na primeira parte do episódio tivemos a tão discutida eleição para o Conselho de Pagford, que acabou com um resultado bem apertado para o filhos dos Mollison, contando aí a abstenção de Mary e do Colin. Sem perder muito tempo, a primeira consequência foi o destino da clínica de reabilitação que se transformou em um SPA. A segunda consequência, essa mais densa, foi como a decisão afetou a vida de Terri, que estava até então andando nos trilhos, mas bastou um obstáculo para voltar à vida das drogas.

Novamente vou dedicar uma parte da review pra tratar acerca das mudanças entre o livro e a série. Em primeiro lugar, o medo que Obbo impõe a Krystal é bem mais real no livro, uma vez que ele de fato chega a estuprá-la. Não entendi o porquê de colocarem Simon como parente do Barry Fairbrother, esperei até o último episódio pra comentar isso porque achei que haveria uma explicação, mas não, não teve nenhum sentido na decisão.

Das personagens retratadas, a mais mal desenvolvida certamente foi Sukhvinder, que ganhou uma fala de compensação nesse último episódio e não largou os fones de ouvido pra nada durante a a série toda, ou seja, nada de bullying na escola, nada de se cortar chorando no banheiro, nada da descoberta de ser hermafrodita, apenas uma adolescente que se esconde do contato social.

the casual vacancy mollisonA única mudança que casou bem com a construção da personagem foi a de Samantha Mollison, que no livro chega a trair o marido com Bola na festa de aniversário do sogro, porém o final que deram a ela não foi desastroso e durante toda a série a essência da personagem foi mantida com comentários ácidos, sempre tentando evitar a postura passiva do marido.

Apesar disso tudo, eu ainda estava esperando pelo final. Principalmente porque Morte Súbita não é um livro fácil de se ler, as 100 primeiras páginas chegam a ser cansativas pois retratam inúmeros personagens que não conhecemos, porém, o final compensa toda a jornada na qual nos aventuramos. No livro, enquanto Krystal e Bola estão transando no esconderijo (aquela casa de madeira), Robbie sai andando pela cidade chorando. Nesse momento vários personagens em situações puramente decadentes passam pelo garoto e o ignoram e por fim ele se afoga no rio. Ao perceber o que aconteceu, e ainda sob efeito da maconha, Krystal se desespera e se mata.

É um final pesado, triste, mas que condiz com aquela cidade e com aqueles personagens que conhecemos. A hipocrisia e o fato de cada um olhar somente para si criam tragédias já anunciadas (como a recaída de Terri às drogas) e inesperadas (como a morte de Robbie). Li que a roteirista da série resolveu dar um “final feliz” pra série como forma de recompensar os telespectadores. Uma pena, tinha um ótimo material em mãos, mas resolvei ignorar.

the casual vacancy episode 3 krystalPS- Ainda bolado de não ter tocado “Umbrella”durante a série toda.

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