The Casual Vacancy – Episode 2| Review

O segundo episódio da minissérie “The Casual Vacancy” se mostrou mais ágil e dinâmico do que a parte introdutória. Com cenas curtas, mas importante, tivemos a oportunidade de conhecer melhor os habitantes de Pagford e as reais consequências da morte de Barry Fairbrother que dominou o episódio passado.

uktv-the-casual-vacancy-episode-2-03Como li o livro, é praticamente impossível assistir à adaptação sem comparar com a obra de J. K. Rowling. As mudanças feitas, e não foram poucas, apesar de não fazerem uma grande diferença em tela, tiram um pouco o brilho da história e reduziram alguns personagens a clichês de obras dramáticas. O problema certamente é o limitado número de episódios, apenas 3, pra contar uma história com muitos desenrolares, assim, uma personagem profunda como Sukhvinder, hermafrodita que sofre tanto na escola quanto em casa, o que leva a se automutilar, não teve sequer uma fala até agora.

Gaia e Kay aparentemente possuem um relacionamento tranquilo, o que não assusta já que resolveram cortar o Gavin da série, que era o motivo de constantes brigas entre as duas. De coeso em relação ao livro até agora, basicamente temos apenas Krystal (destaque para Abigail Lawrie) que tenta sobreviver num ambiente escuro ao mesmo tempo que vê a luz no pequeno Robbie e em uma remota possibilidade de sair dali, mesmo que seja engravidando do Bola.

Mudanças à parte, foi bom não terem focado muito no mistério da autoria do fantasma, como havia comentado na review anterior, não faria muito sentido persistir nesse plot. Entretanto, ficou um pouco confuso de entender quem escreveu exatamente o quê e porque. Os motivos no livro são sempre de caráter pessoal, uma espécie de vingança do autor das mensagens para a vítima da vez, enquanto que na série as mensagens parecem surgir apenas pra dar andamento pra história, sem um nexo plausível.

the-casual-vacancy-episode-2bA principal cena do episódio, no entanto, foi conduzida de maneira satisfatória. O jantar na casa dos Mollison serviu pra dar o tom dos acontecimentos futuros, de como a disputa pela vaga no Conselho aflorou os nervos de todo mundo daquela cidade que até então parecia ser apenas mais uma pacata província interiorana.

Não dá pra dizer que The Casual Vacancy é uma obra ruim, porque não é. Se não houvesse uma obra por trás, provavelmente teríamos um produto mais enxuto e mais coeso, entretanto o que se nota aqui é um meio termo, uma vontade de se desprender do material original (que não é algo condenável), mas sem a coragem necessária pra cumprir tal tarefa, então o que sobre é sempre um “poderia ter sido mais”.

PS: Poderiam ter feito todas as mudanças possíveis, mas não tocar “Umbrella” da Rihanna na cena do funeral foi até agora pra mim o pior desvio feito pela série. Além de ser uma cena marcante, tanto pelo choque que causa aos habitantes quanto pelo valor que ela possui, é novamente o desperdício de uma bela oportunidade de fazer uma rima poética entre o início e o fim da série, já que o segundo momento em que ela toca (ou tocaria) seria o mais marcante da história.

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