Doctor Who – 8ª Temporada | Review

doctorwho8Depois de fazer um ótimo trabalho como o 12th Doctor, Matt Smith passou a responsabilidade de comandar a série de ficção científica mais longa da história para Peter Capaldi. Obviamente as diferenças físicas fizeram parte da adaptação do “novo” personagem, não só para o Doctor em si, mas para quem o conhecia de maneira diferente.

Assim, a oitava temporada serviu para apresentar a nova face do Doctor para personagens já conhecidos, tivemos a presença de Strax, Madame Vastra, Jenny Flint, Daleks (argh, de novo!) e Cyberman. Também tivemos episódios dedicados a novos personagens como Robin Hood, Danny Pink, Saibra, Psi e alguns novos vilões como uma múmia invisível, Teller, que destrói através do pensamento e outros mistérios já característicos da série.

Porém, ao se analisar a temporada inteira, percebe-se que falta uma consistência, algo que a torne coesa e não um monte de episódios soltos com os mesmos personagens. Há uma pequena tentativa em se fazer isso com a introdução da Missy, mas o plot é conduzido de maneira tão curta e ao mesmo tempo tão lenta, que, apesar de ter uma grande importância na reta final, não dá pra deixar de pensar que poderia ter rendido mais.

doctorwho8.1O 12th sempre foi meu Doctor favorito por ter um jeito mais abobalhado e ainda assim você sabia, graças ao trabalho do Smith que ele sempre tinha um plano, mesmo que isso não estivesse claro. Aliás, Amy e Rory e Donna foram meus companions favoritos por quebrarem aquela fórmula de clima romântico do Doctor + mulher viajando. Clara conseguiu aos poucos suprir a falta da Amy, mesmo porque acho as duas bem parecidas no jeito de ser. Porém a mudança que Capaldi deu ao seu personagem não me conquistou. Eu me acostumei com o Doctor dele, mas pra mim ainda não é o destaque da série, como foi com os demais intérpretes.

Acho que muito disso se dá pelo fato de termos um Doctor mais sombrio, sem realmente termos necessidade disso. O Time Lord sempre foi um cara badass à sua maneira sem precisar apelar para um dark side, é como se em certas situações ele simplesmente não se importasse se alguém fosse morrer, e isso porque já o ouvimos dizer “In 900 years of time and space, I’ve never met anyone who wasn’t important”.

Talvez por não sequer se aprofundar muito nisso, a série dedicou boa parte da temporada em Clara Oswald (Jenna Coleman), sua relação pessoal com Danny Pink (rápida demais, diga-se) e seu trabalho. E por mais que os roteiristas insistam, uma escola de crianças não é tão interessante assim, portanto, eu poderia me importar menos se tivesse um alienígena numa escola, ou os alunos cercados por uma floresta num museu ou ainda a aventura na Lua de uma menina que não está indo bem nas notas. E ver o Doctor como zelador é legal só na primeira vez.

doctorwho8.2A série se sai extraordinariamente bem quando esquece essas besteiras e foca na história. Os melhores episódios da temporada foram aqueles em que tivemos um Doctor como estávamos acostumados, enfrentando um problema aparentemente sem solução com um plano mirabolante, como foi em “Time Heist”, e “Dark Water” junto com “Death in the Heaven”. Os 12 episódios ainda não foram suficientes para passar uma química entre os protagonistas, ainda há o especial de Natal, mas acredito que seja tarde demais, talvez só na próxima temporada.

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