Maze Runner – Correr ou Morrer | Crítica

maze runner 1Ultimamente tornou-se bastante comum adaptações de livros que focam no público jovem adulto e contam a história de um escolhido que vive em uma distopia qualquer envolta de mistérios, desafios e muita ação. Recentemente tivemos “O Doador de Memórias”, “Ender’s Game”, “Os Instrumentos Mortais” e “Divergente”, além claro da saga “Jogos Vorazes”. Em meio a tantos títulos, fica difícil ser original, ou ao menos fugir do baixo padrão que tem sido apresentado. Em alguns momentos “Maze Runner: Correr ou Morrer” parece injetar um novo gás às franquias de adaptações, mas logo em seguida se rende a perguntas sem respostas, a clichês – tanto em roteiro, quanto em direção – e às cliffhangers meio duvidosos.

No longa, acompanhamos a história de Thomas (Dylan O’Brien) que foi mandado para uma comunidade de garotos cercada por gigantescas paredes que na verdade é o centro de um labirinto. Thomas não se lembra de nada antes de chegar ao local, e poucas imagens e frases são apresentadas em sonho. Assim, ele se junta aos demais numa tentativa de fugir daquele local, enfrentando alguns monstros que circulam o labirinto todas as noites.

Wes Ball, especialista em efeitos visuais, faz uma estreia modesta com o orçamento de apenas 40 milhões de dólares. Talvez pelo baixo orçamento para um filme de tal porte, muitos efeitos especiais se perdem na escuridão da noite, e em dois momentos específicos essa decisão atrapalha o espectador em compreender claramente o que está acontecendo em tela, já que só teremos uma ideia com o desfecho da cena. Além disso, ao contrário do que se espera, em nenhum momentos sentimos a sensação claustrofóbica e assustadora de um labirinto, e quando o conhecemos, apesar de suas paredes grandes, não temos noção de sua extensão colossal. O mesmo, no entanto, não pode se dizer dos efeitos sonoros, que casam perfeitamente com o que vemos e com o ambiente que nos é apresentado.

maze runner 2Os primeiros minutos do filme chegam a ser sofríveis com cada coadjuvante explicando as regras e soltando definições de uma maneira quase didática em suas falas. Em menos de 10 minutos somos apresentados a quase todos os personagens, sabemos que são divididos em classes, e o que cada um faz, descobrimos quais monstros atemorizam o labirinto e há quanto tempo aquela situação tem se sustentado. Sem contar que a fórmula de personagens unidimensionais também está presente: temos o arqui-inimigo, o amigo, um possível interesse romântico, o alívio cômico e o mestre conselheiro. Quase ninguém sai dessa zona de conforto e cada um atua somente em sua função específica, assim como a hierarquia de classes apresentada.

Não apresentando nenhum grande nome de destaque, Maze Runner consegue, no entanto, fazer um bom trabalho em relação às atuações, nada de excepcional, mas também nada que comprometa mais a história. O’Brien consegue carregar o filme nas costas boa parte do tempo e alguns coadjuvantes aqui e acolá deixam sua marca, mesmo que o roteiro insista a todo momentos em situações desconcertantes.

O grande problema é que, ironicamente, o filme parece estar preso em um labirinto, com tantas opções e sem saber pra onde ir. A cada resposta que nos é dada, surgem mais três perguntas, as quais sentimos que não teremos uma resposta, pelo menos não em curto prazo. Um filme, principalmente uma adaptação, não pode depender de elementos externos para ser entendido, e embora saibamos que esse é apenas um capítulo introdutório de uma trilogia, à medida que o filme vai chegando ao final, e o “Parte 2” começa a ficar cada vez mais nítido, a sensação de que fomos enganados começa a aumentar.

maze runner 3Apresentando um final extremamente forçado – em que apenas uma pessoa foi capaz de refazer uma tarefa realizada arduamente, e com perdas, por quase vinte pessoas – “Maze Runner: Correr or Morrer” tenta a todo custo deixar um gosto de quero mais no espectador: revelações que não revelam nada são feitas, mais mistérios são criados e até um “Que se inicie a fase 2” é dito por um personagem em determinado momento. O grande problema é que todo a história apresentada anteriormente atuou contra o filme nesse aspecto.

Cotação-2-5

 

maze runner posterMaze Runner: Correr ou Morrer (The Mazer Runner)

Direção: Wes Ball

Roteiro: Noah Oppenheim, Grant Pierce Myers, T.S. Nowlin, James Dashner (livro)

Elenco: Dylan O’Brien, Will Poulter, Aml Ameen, Ki Hong Lee, Blake Cooper, Kaya Scodelario, Patricia Clarkson

Gênero: Ação/Ficção Científica

Duração: 125 minutos

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