Batman 75 Anos | Os primeiros filmes do Homem-Morcego

Batman e Batman: O Retornobatman1

No campo do audiovisual, foi Tim Burton a primeira pessoa a se aproximar da forma tida como ideal pela grande maioria dos fãs para retratar o Cavaleiro das Trevas. O filme Batman, de 1989, assim como a série animada dos anos 90, veio para mostrar que o vigilante podia sim ser mostrado da mesma maneira sombria e sisuda pela qual fora criado inicialmente.

Burton, inegavelmente um artista mais bem sucedido visual do que tematicamente, transformou a cidade de Gotham em um pesadelo negro fortemente inspirado nos quadrinhos. Muito diferente da versão colorida e despretensiosa da metrópole mostrada na série dos anos 60.

Os prédios dessa nova Gotham eram gigantescos e sumiam em direção aos céus. A própria cidade era incerta e difusa. Para construí-la, Burton se inspirou no expressionismo alemão, com suas paisagens sombrias, construções pontudas e linhas tortas, irreais, que passam uma impressão estranhamente organizada de desordem e caos.

batman2Nada mais de piadas ou gracinhas. O milionário Bruce Wayne, vivido pelo surpreendentemente adequado Michael Keaton, tinha motivações e conflitos sérios, embora ainda não muito complexos. Raramente dava um sorriso ou se entregava aos momentos deliciosamente vazios de outrora. E o melhor: nada de Robin. Ou de sua tia.

batman3Se tem uma coisa que tanto Batman quanto Batman: O Retorno souberam utilizar bem foram seus vilões. O Coringa de Jack Nicholson era tão caricatural quanto grotesco e impiedoso. A própria performance do ator era calcada em um overacting característico, no qual se utilizava até mesmo de sua persona muito bem estabelecida no cinema para criar um personagem memorável para as telas.

Em Returns, o odioso Pinguim de Danny DeVito foi um verdadeiro ícone da nojeira e maldade puras. E a Mulher-Gato de Michelle Pfeiffer chamou a atenção por sua sexualidade inerente em um dos papéis mais interessantes do universo do morcego. Como uma anti-heroína de motivações inconstantes, ganhou mais camadas e profundidade do que qualquer dos outros personagens.

Os filmes de Burton estão longe de ser perfeitos, mas representam um retorno aos eixos tanto das histórias do Batman quanto do cinema de heróis, que sofrera um profundo baque recentemente com o péssimo Superman IV, que inclusive matou momentaneamente a franquia. Além disso, não é difícil entender por que muitos fãs ainda olham com saudade para os dois primeiros filmes do morcego, tendo em vista o que veio a seguir.

Batman Eternamente e Batman e Robin

batman4Joel Schumacher, o homem, o mito, a lenda. Sempre apontado como principal culpado pelo desastre que esses dois filmes representaram para o universo do Batman no cinema. E não é nada difícil entender o que ele fez de errado.

Para um público que se acostumava a ver boas histórias adaptadas de forma menos brincalhona para as telas, os filmes de Schumacher foram um dos retrocessos mais inacreditavelmente idiotas da história dos super-heróis. Não apenas o diretor parecia fixado em trazer o tom da série dos anos 60 para seus filmes como os rumores da relação homossexual entre Batman e Robin também lhe interessavam profundamente.

O resultado é uma mistura bizarra e sem graça que se estendeu de forma uniformemente desastrosa por ambos os longas. Ao mesmo tempo em que reaproveitava algo do design dos dois primeiros filmes, é inegável que Schumacher fez de Gotham uma cidade muito mais colorida e brega, embora de uma maneira nada cômica.

batman5O senso de humor também ficou extremamente mais acentuado nas sequências, apesar de nenhuma das trocentas piadas adicionadas funcionar. O que se conseguiu foi sumir totalmente com o tom sombrio da história, mas jamais elevá-la à comicidade despretensiosa da década de 60.

Val Kilmer e George Clooney tinham potencial para viver boas versões do homem-morcego na tela, mas a baixa qualidade da produção como um todo e as atuações extremamente exageradas impedem que saibamos o que poderia ter sido. Já Chris O’Donnell encarnou um Robin sem a mínima personalidade e que agia a maior parte do tempo como um bebezão irritante. O que também não foi culpa do ator. Aliás, por que acrescentaram o Robin mesmo?

Para completar, os filmes têm alguns dos diálogos mais pavorosos da história do cinema recente. Atores do gabarito de Tommy Lee Jones, Jim Carrey e Uma Thurman vivem vilões tão irritantes e caricatos que até mesmo o Coringa de César Romero parece realista e comedido na comparação. Todos eles visivelmente sofreram para dizer suas falas. E Bane é um ser verde, musculoso e de máscara que no máximo murmura algumas palavras com voz de neanderthal. Longe da ameaça que representou no último filme da trilogia de Nolan.

batman6A exceção é o Mr. Freeze de Arnold Schwarzenegger, que de tão ridículo e mal interpretado chega a render os momentos mais involuntariamente hilários do filme Batman e Robin.

Aliás, fica aí uma seleção dos piores trocadilhos com frio e gelo feitos pelo personagem ao longo do filme:

 

E claro, como esquecer o maravilhoso Bat-cartão?

batcardTem também a saudosa roupa com mamilos:

batnipplesE a inesquecível Bat-bunda:

batbundaJim Carrey e seu peido explosivo:

jim_carrey

George Clooney embolsando o dinheiro mais fácil da sua vida. Nem precisou atuar e ainda deu pra dar umas cochiladas nas gravações:

baneMas deu pra ver que o pobre estava sofrendo por dentro…

clooneyDiga lá, Arnoldão. Você foi o único que se divertiu nessa bagaça, né?

schwarza

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