The Following – 2ª Temporada | Review

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A segunda temporada de The Following foca em corrigir os erros da primeira, sua inconsistência narrativa e previsibilidade. Porém, não conseguiu se aproximar da genialidade presente em alguns episódios da primeira temporada.

A história se inicia meses depois da tragédia de Havenport, onde Joe Carrol (James Purefoy) supostamente faleceu. Ryan Hardy (Kevin Bacon) começou a dar aulas de criminologia e é chamado como consultor para caçar um grupo de idolatras de Joe Carrol. No decorrer da temporada, descobre-se que Joe forjou sua morte e está escondido em uma comunidade religiosa. Para caça-lo, Ryan conta com a ajuda de sua sobrinha Max Hardy (Jessica Stroup) e Mike Weston (Shawn Ashmore).

Kevin Bacon e James Purefoy são os verdadeiros destaque da série, e nesta temporada conseguem levá-la nas costas. Kevin Bacon, a alma da série, assim como na temporada anterior, continua perfeito no papel, agora com uma carga dramática muito maior. Se na primeira temporada, Ryan Hardy caçava Joe pelo seu dever, nessa vemos uma frenética busca por vingança. Já Joe Carrol precisou se reescrever para conseguir fugir das autoridades. Purefoy faz as vias de caipira e líder religioso com maestria, substituindo assim sua veia gótica por um extremista religioso que, com o seu dom da oratória, consegue convencer a todos que é um novo profeta que carrega a palavra de Deus.The Following_03

Shawn Ashmore também está excelente, seu processo de transformação de um homem gentil para um homem amargurado e desesperançado, que já se iniciou na temporada passada, se deu de forma orgânica e gradual, culminando no assassinato a queima-roupa de uma das vilãs da série. Já Jessica Stroup, que faz o papel de ancora dos personagens principais, sempre tentando-os colocar no caminho correto, não consegue ter uma atuação de destaque, e constantemente fica ofuscada, se tornando apenas uma ajudante de luxo. Outra surpresa da temporada foi Connie Nielsen, que interpreta a Lily Gray, a mãe de uma família de serial-killers. Lily vê em Joe o homem certo para ser a figura paterna de seus filhos, e com isso o idolatra como um Deus. Seus filhos gêmeos, Luke e Mark, interpretado por Sam Underwood, são a psicopatia em pessoa, sempre fazendo todos os desejos assassinos da mãe.

Apesar do ótimo elenco da série, ela sofre com a falta de inspiração dos roteiristas. A temporada passada alternava entre episódios ótimos e medíocres, culpa de sua inconsistência narrativa de um episódio para o outro. A equipe criativa conseguiu corrigir esse defeito na segunda temporada, ao manter a regularidade narrativa em todos os 15 episódios da temporada. Mas em contrapartida, a série perdeu seu grande destaque, que era o fato de brincar com os clichês do gênero a seu fator, tornando-a apenas mais uma série de suspense sobre serial-killers. Se tornou, infelizmente, genérica, onde não apresenta nada de novo e segue a mesma cartilha já apresentada na temporada anterior, assim como em diversas séries do gênero.The Following_02

Outro ponto negativo foi o fato de como os roteiristas abordaram as questões religiosas na série. Eles não tiveram coragem de se aprofundar no tema, possivelmente com medo das críticas que levaria dos extremistas religiosos presentes nos EUA. O fato de Joe Carrol se tornar um messias apenas para poder usar toda a rede da comunidade se deu de forma forçada, e a questão da fé cega em cima de um líder megalomaníaco se deu de forma superficial.

Em resumo, The Following é apenas mais uma série dentre tantas, não apresenta nada de novo, mas não chega a ser ruim, muito menos ótima. Ela consegue se destacar entre tantas séries genéricas da atualidade, graças ao carisma de Kevin Bacon e James Purefoy. A season premiere conseguiu uma audiência de 11 milhões de expectadores nos EUA, ao longo da temporada teve média de 5 milhões e com isso a Fox já encomendou uma terceira temporada que irá ao ar ano que vem (No Brasil, a série é exibida pela Warner). Vamos torcer que ao menos a série consiga manter o ritmo e melhore um pouco.

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Review da 1ª Temporada de The Following.

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