Believe S01E07 – Bang and Blame | Review

Believe - Season 1Em Bang and Blame, sétimo episódio da irregular primeira temporada de Believe, fica claro que a série escapou de um abismo apenas para cair em outro, que parece ainda mais obscuro e inevitável. O novo grande problema aqui é que a história não tem mais para onde escapar e acaba sendo relegada a dar voltas em torno do próprio rabo para garantir o novo episódio de cada semana.

Após ser acuado pelos capangas de Skouras (pelo que parece ser a décima vez consecutiva), o pequeno grupo formado por Bo, Tate, Winter e Janice consegue escapar por pouco (sim, de novo). A garota, que encontrou uma ocupação em fazer desenhos misteriosos que lembram bastante algumas pinturas de Van Gogh, embora de maneira bem tosca, foi atingida por um dardo tranquilizante que disparou uma espécie de mecanismo autoflagelatório de Bo, o que coloca sua vida em risco.

believe7_2O episódio traz à tona uma narrativa tão monótona e previsível que, se não fosse por um único acontecimento, não faria a menor diferença no quadro geral de Believe. De repente e sem a menor explicação lógica para esse comportamento, Bo passa a se sentir ameaçada por um monstro que habita a chaminé. Seria ele um Papai Noel do mal? Bem, jamais saberemos, já que a ameaça nada mais é do que um problema criado por sua própria mente e cuja única forma física é uma fumacinha negra que lembra vagamente a névoa eletrostática do seriado Lost.

Fica a impressão de que tudo não passa de pura enrolação para: A – mostrar um pouco do passado descartável de Janice como mercenária; B – apresentar a má resolvida relação de Bo com um casal anterior de pais adotivos; C – criar ocasião para que Tate se revele como pai da garota da maneira mais óbvia possível.

believe7_3O único acontecimento que ainda retém um pouco de interesse é a cooperação da doutora Zoe Boyle (Kerry Condon), que há algum tempo vem se mostrando dúbia em relação ao tipo de trabalho que empreende junto a Skouras no projeto Orchestra. Nem de longe o suficiente para segurar a atenção em um episódio primordialmente vazio, nulo emocionalmente e, em última análise, completamente desnecessário.

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