Game of Thrones S04E02 – The Lion And The Rose | Review

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Como já dizia o ditado popular: “Um dia é da caça, outro, do caçador.” 

Segundo episódio deste ano, The Lion And The Rose tratou rapidamente de concluir a introdução da temporada ao mostrar os núcleos faltosos na semana passada para poder se dedicar logo ao que interessava: o apelidado “Casamento Roxo” entre Joffrey e Margaery. Como já ficou bem claro, casamentos em Game of Thrones não costumam terminar muito bem. Porém, diferente do primor visto em The Rains of Castamere, este capítulo revelou-se problemático em seu ritmo, já que ao invés de construir alguma tensão o desenvolvimento dramático para seu clímax foi praticamente nulo. Ficou a impressão de encheção de linguiça. Apesar disso, cabe o elogio para toda a mise èn scene da sequência do casamento, que sutilmente apontou dicas de quem seria o responsável pelo ocorrido no final do episódio. Quem leu os livros deve ter curtido.

A comparação entre os casamentos, apesar de inevitável, é um tanto injusta. Em termos de estrutura narrativa, o Casamento Vermelho significou uma completa subversão do que a história vinha apresentando até o momento, como se George R. R. Martin dissesse: “Você achou que essa era uma história sobre Starks vs Lannisters? Olhe de novo!”. Em contrapartida, a morte do rei, apesar da óbvia importância do personagem, significa pouco mais do que apenas um novo plot para Tyrion. Então é compreensível que o primeiro seja tratado como o grande clímax de uma temporada enquanto o segundo já não tenha o mesmo brilho.

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Fora da capital, se a história de Bran sofre com os cortes e já se mostra claramente adiantada em relação aos livros (o que foram aquelas visões? Dragões sobrevoando Porto Real??? hum), o núcleo de Stannis, ao contrário do que sugeria sua última cena ano passado, permanece estagnado na mesmice em Pedra do Dragão (ê chatice!). Chamou mais atenção a maneira eficiente como foi estabelecido o novo núcleo envolvendo os Bolton no Norte. Ao que parece, a série nos livra de um completo sociopata para nos dar outro. E aqui peço licença para mais uma vez elogiar o excelente trabalho de Alfie Allen, para mim uma das maiores surpresas da série desde seu início. Seu Theon Greyjoy já se mostra com o psicológico claramente destroçado, e foi comovente ver sua reação ao saber da morte de Robb (aprende, Kit Harington!). E o que dizer da sequência onde, com a navalha diretamente no pescoço de Ramsay, o medo pára a lâmina e impede Theon de dar cabo da vida dele? Magnífica!

Mas não há maior destaque, realmente, do que a cena que fecha o capítulo. Outra grande revelação da série, Jack Gleeson se despede em grande estilo ao nos brindar com o asqueroso Joffrey se engasgando e partindo desta para melhor. Destilando sua arrogância habitual por todo o episódio, o jovem rei morre no desespero exalando também sua patente fraqueza. Palmas aqui para a maquiagem que com um apropriado requinte produziu um aspecto cadavérico assustador para o moribundo, o que contribuiu imensamente para o impacto da cena. Infelizmente, não se pode dizer a mesma coisa do fraco desempenho de Lena Headey, cuja atuação foi contida demais para um momento daqueles. Ficou a impressão que a rainha estava muito mais preocupada em acusar o irmão do que realmente sentindo a dor da morte do filho. Uma pena.

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