American Horror Story S03E01 – Bitchcraft | Review

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American Horror Story: Coven finalmente estreou na noite de ontem na televisão americana e a série já retornou batendo recorde, com uma média de 5,5 milhões de telespectadores, um aumento de 44% em relação à segunda temporada, o segmento Asylum. Dessa vez a história irá se concentrar em bruxaria, e a premiere conseguiu de maneira satisfatória apresentar os novos personagens e suas intenções.

Ao contrário da temporada passada, Coven irá se concentrar nos dias atuais. Assim acompanhamos Zoe, uma jovem que descobre ser bruxa quando vai perder sua virgindade, e acaba causando um aneurisma em seu namorado, fato que faz com que sua mãe lhe leve para a Academia de Jovens Garotas Excepcionais. Lá ela conhece algumas meninas também bruxas e Fiona e Cordelia, mãe e filha aparentemente possuem algum conflito não resolvido, o que gera um pequeno atrito entre ambas.

De cara, o que se percebe é o potencial que a temporada possui, simplesmente por abarcar um universo maior. Enquanto a primeira temporada se restringiu à casa mal assombrada e a segunda a um hospício, essa terceira temporada envolve de fato poderes sobrenaturais, o que dá a liberdade para os personagens fazerem o que quiserem. Percebendo o exagero, Ryan Murphy “limita” esse excesso ao informar que as bruxas normais possuem apenas um poder e que vez ou outra surge uma bruxa Suprema que concentra vários poderes em si. Assim, Madison tem telecinese (o que gera uma cena meio Carrie no final), Nan é uma vidente, Queenie é um vodu humano (de longe o poder mais original).

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Até aí temos uma mistura de X-Men e Harry Potter, afinal, pessoas com poderes singulares, no caso a bruxaria, são enviadas para uma escola a fim de controlar os poderes e aprenderem a usar com sabedoria. Eis que o atrito entre Fiona e Cordelia é refletido na escola e esta defende o controle dos poderes ao passo que aquela afirma que as bruxas devem mostrar seus verdadeiros poderes, a fim de lutar pela sobrevivência já que casos de bruxas queimadas estão voltando. Você não precisa ser muito fã de HQ pra saber que esse plot é basicamente toda a história de amizade entre o Professor Xavier e Magneto.

Optando pelos já característicos flashbacks momentâneos, a série usa esse artifício para nos apresentar a Madame LaLurie, uma mulher de New Orleans do ano de 1834 que gostava de aprisionar escravos para retirar seus pâncreas e usar o sangue em tratamentos de beleza para se manter jovem. O interesse comum entre LaLurie e Fiona faz crer que a madame aristocrata era de fato uma bruxa, uma das poucas explicações para justificar a sobrevivência dela após ficar enterrada por mais de um século.

Quanto a direção do episódio, Alfonso Gomez-Rejon foi responsável pelos episódios mais bem dirigidos na temporada anterior, mas aqui, os olhos-de-peixe e a câmera giratória parecem exagerados demais, e não se encaixaram bem com a história que estava sendo contada.

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2 comentários

  1. […] série da HBO “Game of Thrones” lidera a premiação, concorrendo em 24 categorias. “American Horror Story: Freak Show” tem 19 indicações. Das séries de comédia, “Transparent” lidera com onze […]

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