O Homem de Aço e a polêmica do final

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Quantas vezes, ao assistir um típico blockbuster americano, você se deparou com o momento crucial do embate do herói contra o vilão e ficou chocado com o fato do herói matar o vilão?

É com naturalidade que o público aceita a morte como o destino final dos vilões dos filmes. A representação máxima do fim da maldade e a restituição do bem anteriormente desfeito soam como uma espécie de recompensa e forma de manter o público em segurança. Mas o que acontece quando se tira o público dessa segurança, dessa zona de conforto?

Indiana Jones elimina os nazistas que se colocam no seu caminho, o policial John McClane joga o terrorista Hans Gruber do alto do prédio ao fim de Duro de Matar, Jedis matam os Sith em Star Wars e em Tubarão o policial de Roy Scheider não hesita em explodir o incauto predador dos mares com um tiro derradeiro. Em todos esses casos a morte do vilão são saídas inquestionáveis e até causam satisfação.

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Super Jesus

Mas qual seria a reação do público se um personagem ícone do bem matasse? Se Jesus matasse os romanos ou se Gandhi pegasse em armas para sua revolução? Figuras tão puras estabelecidas no imaginário chocariam o público se mostradas em histórias onde eles oferecessem mais do que a sua piedade aos inimigos?

Talvez esteja nessa questão o cerne da polêmica quanto ao final de O Homem de Aço. Por que uma atitude relativamente comum nos filmes de ação causou tanto rebuliço entre fãs e escritores de quadrinhos? Por que matar é uma opção válida para todos exceto para o Superman? O que torna o Superman um herói tão diferente a ponto de não ter permissão para matar seus adversários?

 

Um Superman para cada época

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Primeiramente é preciso entender que nem sempre foi assim. Lá em 1938, quando o herói dava os seus primeiros passos no mundo dos gibis, seus inimigos mais recorrentes eram também os inimigos do mundo à época, os nazistas. Só mais tarde as ameaças interplanetárias começaram a aparecer.

No entanto, enquanto os gibis do herói funcionavam como força de guerra (propagandista e motivacional) era comum ver o Homem de Aço destruir aviões e tanques alemães e japoneses sem se preocupar muito com o destino de quem estava dentro desses veículos.

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George Reeves

Foi só em 1951, no seriado de tv Aventuras do Superman estrelado por George Reeves, que o lema “verdade, justiça e american way” começou a ser cunhado como o código de conduta moral do personagem. A década de 50 era o momento de reconstrução do pós-segunda guerra nos EUA e a indústria dos quadrinhos dava os primeiros passos para o início da Era de Prata. O Comics Code Authority começou a ser implementando para regulamentar o que era publicado (as revistas ganhavam um selo de aprovação se não fossem subversivas) e assim os heróis passavam a ser norteados por rígidos códigos de ética, para que servissem de exemplos para os jovens leitores.

Não era diferente com o Superman. Na verdade, o Homem de Aço acabou se tornando o catalisador desse movimento e não matar passou a ser a única alternativa do herói. Lutar pela justiça significava seguir a lei e viver em um Estado Democrático de Direito. Os vilões deveriam encontrar seu destino na cadeia, com o Estado decidindo o que fazer com eles.

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Christopher Reeve

Ao longo dos anos o lema “verdade, justiça e american way” foi propagado em todas as mídias. Ainda em 1978 Christopher Reeve recitava esse lema com orgulho no filme dirigido por Richard Donner. Mas a globalização e o crescente antiamericanismo acabaram contribuindo para eliminar o american way da equação. A verdade e a justiça, porém, se mantiveram, como regras fundamentais expressas da conduta do personagem.

Logo depois vieram os anos cínicos e aí, talvez, o Superman passou a se diferenciar dos demais heróis, enquanto a Marvel e outras editoras vomitavam no mercado personagens mais humanos, que, embora tivessem seus códigos morais, não hesitavam em matar e fazer justiça com suas próprias mãos. Wolverine fatiava seus inimigos e Capitão América resolvia seus problemas na bala, mas o Superman se mantinha imutável, quadrado. De repente, ao mesmo tempo em que seus valores não acompanhavam os valores da sociedade da época e seu apelido de Escoteiro se tornava pejorativo, começava a se tornar bem definido o cerne o personagem: agora ele se aproximava cada vez mais do Super-Homem de Frederich Nietzsche, se tornando um ser que transcende a condição espiritual humana, sublimando o olho por olho. Matar não era mais uma opção.

 

Equipe dividida e mudanças no roteiro – o final do filme

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Durante o filme O Homem de Aço o público é apresentado a um novo Superman, um que ainda está em formação e que logo que veste o uniforme precisa enfrentar alguém tão poderoso quanto ele, o general Zod.

O confronto destroi boa parte das cidades onde ele acontece sem que Superman faça grande esforço para evitar os danos. Enquanto Smallville e Metrópolis são reduzidas a pó Superman mantém sua preocupação apenas em parar Zod e todo o redor acaba se tornando baixa de guerra.

O final pretendido pelo produtor Christopher Nolan e escrito inicialmente por Davis S. Goyerprevia a resolução do combate final com o Superman aprisionando novamente Zod e seus asseclas na Zona Fantasma.

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Henry Cavill e Zack Snyder no set

Mas o diretor Zack Snyder não quis. Bateu o pé para mudar. Para ele era fundamental que o Superman matasse o General Zod. Sua ideia era que este novo Superman deveria não só ser diferente do que já havia sido visto anteriormente, mas precisava ser adaptado para o nosso novo tempo. Suas palavras exatas foram:

“O mundo não é mais o mesmo que era quando ele foi criado – ou quando o primeiro filme saiu. A inocência acabou. Não há o que fazer com ele. Isso muda o Superman de maneiras que o tornam muito mais interessante.”

O que acontece, quando a luta chega ao seu momento definitivo, é a tentativa de colocar o Superman em uma situação impossível. Ele e Zod caem no meio de algumas pessoas. Zod está insano, querendo só destruição e avisa que não vai parar. Superman o está segurando pelo pescoço, em um mata-leão. O vilão deixa claro que tudo aquilo só acabará se ele morrer.

A situação fica ainda mais desesperadora quando Zod dispara sua visão de calor na direção de uma família acuada. “Nunca” ele diz, apesar do herói implorar para que ele pare. Superman resiste até o último minuto, mas quando não há mais saída quebra o pescoço de Zod. O vilão kryptoniano cai morto no chão e Superman grita com com raiva pelo que fez. Arrependido ou não a escolha foi feita e não há volta. O herói matou seu adversário, o sangue está em suas mãos (relembre aqui como foi a cena).

 

A revolta dos autores

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A questão estava formada. Superman deveria ou não ter matado Zod ao fim do filme? Deveria ser um novo traço do herói para se coadunar com os novos tempos? Matar para se tornar atual?

Para muitos isso foi um passo atrás, principalmente por esse novo Superman ter ficado tão distante do que se sabe e se admira sobre o personagem, como sintetizou o escritor de quadrinhos Andy Diggle: “não é um pássaro, não é um avião… e não é o Superman”.

Sabe-se que o Superman do filme ainda está em formação e pode ainda não ter seu código moral definido. No entanto esse argumento não serviu para apaziguar os ânimos e Diggle não foi o único escritor a se manifestar. A repercussão do desfecho da luta entre Superman e Zod virou pauta de discussões entre os fãs e ganhou um novo capítulo quando renomados autores das hqs se manifestaram contra o que viram nas telas. Dentre eles, dois em especial, já fizeram trabalhos memoráveis para o Superman e, talvez por isso, se sentiram no direito de criticar o que viram.

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Grant Morrison

Um deles foi Grant Morrison, aclamado autor de quadrinhos e criador de Grandes Astros Superman, simplesmente uma das revistas mais premiadas da história do herói e que é uma espécie de compilação e atualização dos mitos criados durante a Era de Prata. Morrison parece não compreender a razão por essa sede de sangue do público:

“Eu meio que gostei e meio que não gostei, pra ser honesto. Senti que é um desses filmes em que a gente fala ‘ok, façam logo a continuação agora que já fizeram esse’, e eu não preciso disso, enquanto pessoa que sabe tudo sobre Superman como eu sei. Para mim, [o filme] foi um grande ‘já vi isso antes’, por mais que eles tenham tornado tudo um pouco distinto. Agora espero a versão Cavaleiro das Trevas do Superman, o próximo filme, em que torço para que Lex Luthor apareça. É um Superman crível por enquanto, mas quanto ao lance de matar já não tenho tanta certeza… Não quero soar como um saudosista da Era de Prata, mas tenho notado muita gente dizendo que Batman deveria matar o Coringa e que o Superman deveria matar também, tomar para si as decisões morais difíceis que todos nós temos que fazer diariamente. Não sei você, mas a última decisão moral que tomei não envolvia matar ninguém. Na verdade, quanto mais você pensa sobre isso – a não ser que você seja parte das Forças Armadas – matar é ilegal e imoral. Por que nós desejaríamos que os nossos super-heróis fizessem isso? Que sede de sangue bizarra é essa em ver nossos super-heróis matando os vilões?”

Deixando de lado o discurso fascista sobre as Forças Armadas, parece que a preocupação de Morrison faz sentido se observada pelo prisma de uma sociedade que busca cada vez mais vingança ao invés de justiça, vide o caso recente de Osama Bin Laden.

O outro que também se manifestou contra o polêmico final foi Mark Waid, que se sentiu “traído” pelo que viu. Mesmo entendendo que era uma atitude necessária ele condenou também a forma com foi mostrada:

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Mark Waid

“Superman ganha por matar Zod. Quebrando seu pescoço. E enquanto este momento estava se construindo, com Zod fora de controle e Superman aparece (pela primeira vez desde que o barco de pesca apareceu 90 minutos atrás) lutando para realmente salvar vítimas inocentes em vez de casualmente pegá-los, um cara louco na frente de nós estava murmurando ‘Não faça isso… não faça isso… NÃO FAÇAM ISSO…’ e, em seguida, Superman quebrou o pescoço de Zod e o cara se levantou e disse em uma voz muito alta: ‘É isso aí, você me perdeu, eu estou fora’, e sua namorada teve que puxá-lo de volta ao seu lugar e impedi-lo de sair e esse cara louco era eu. Eu senti que havia pego uma traição. E depois que o pescoço quebrou, mesmo preso a isso, eu não dei mais a mínima para o resto do filme. Com os créditos rolando eu disse a mim mesmo que eu estava chateado porque Superman não mata. Superman não mata. Mas, sentado ali, eu pensei um pouco mais porque eu sentia que havia mais do que isso, já que Superman claramente se arrependeu de matar Zod. Eu tive que admitir que os cineastas optaram, à sua maneira, em colocar Superman em uma posição sugerindo (mas dificilmente de forma conclusiva) que ele não tinha outra escolha. Estou certo que eles tinham, pelo menos, tentaram apresentar Superman em uma escolha impossível e, em um nível puramente racional, se isso tivesse sido um filme sobre um cara chamado Ultracara, eu poderia até ter comprado o que ele fez. Mas depois eu processei tudo isso e eu percebi que não era a minha visão intransigente do Superman que fez deste um momento total-fail para mim, foram os fracassados preparativos para o momento. Como Superman está tendo sua última batalha mano a mano com Zod, mostre-me que ele está saindo de seu caminho para salvar as pessoas. Mostre-me que tentar proteger humanos ao mesmo tempo em que luta com Zod é algo doloroso, algo que está custando a luta para Superman. Construir esse momento da escolha difícil… me mostrar, sem dúvida, que o Superman não tem outra alternativa e fazer um trabalho melhor de me convencer de que é uma decisão difícil de tomar, e talvez eu aceite. Não é uma vitória. Duas horas e meia e eu nunca tive a sensação de que Superman realmente alcançou ou ganhou alguma coisa.”

A reação de Waid é perfeitamente compreensível, afinal ele é autor de O Legado das Estrelas e uma das maiores e mais reconhecidas histórias do Superman, O Reino do Amanhã. Curiosamente, as duas histórias tratam de alguma forma do respeito do herói pela vida. Em o Legado, Superman consegue ver a áura de uma pessoa se extinguindo no momento da morte, fazendo com que, por meio de uma analogia de cores, o herói entenda o valor da vida. Já em O Reino do Amanhã o tema é bem específico: Superman se autoexila quando a sociedade opta por um herói que mata seus inimigos ao invés do herói que não mata. Superman se mantém antiquado justamente por não se encaixar no modelo de herói que a sociedade “sedenta de sangue” quer.

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Reino do Amanhã – Superman, o herói que não mata

 

Superman matador: você já viu isso antes

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Hoje a polêmica ganhou as telas, mas ela já transitou pelos quadrinhos muito antes. Se lá no início o Superman matava os nazistas e os bandidos muito tempo se passou para consolidar a imagem do herói salvador e não do herói matador.

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Superman vs Zod – briga antiga

Mesmo assim você já viu o Superman matando. EmSuperman II – A Aventura Continua, Superman esmaga a mão de um General Zod sem poderes e depois o joga em um abismo na Fortaleza da Solidão. Tudo bem, muitos argumentam que é uma morte atenuada, suavizada para todas as audiências e por isso não tem um impacto de um assassinato. Alguns até argumentam que Zod nem morreu, apenas caiu em uma prisão no fundo da Fortaleza.

Se tomarmos como base apenas os quadrinhos podemos dizer que, após a Era de Prata, Superman já foi visto matando seus inimigos e não foi só uma vez.

Em 1986, a DC Comics preparava uma grande reformulação em seu universo e As Crises nas Infinitas Terras seria o arco catalisador desse evento. Então Alan Moore foi chamado para escrever o que seria a última história do Superman antes dessa reformulação.

Basicamente Alan Moore conta como seria a última história do Superman em O Que Aconteceu ao Homem de Aço? É uma espécie de vislumbre do futuro na visão do autor e basta dizer que Superman enfrenta basicamente todos os seus grandes vilões da época, perde seus entes queridos durante a batalha e por fim acaba matando o Sr. Mxyzptlk, o que deixa o herói arrasado por ter quebrado seu juramento de nunca matar.

Em 1988, durante a reformulação feita por John Byrne, Superman se encontra em uma situação bem parecida com a do filme. Zod e seus asseclas kryptonianos dizimaram mais de 5 bilhões de pessoas de uma Terra Alternativa. Superman fica transtornado com o genocídio e executa à sangue frio os três kryptonianos, usando a kryptonita verde. Mais uma vez a ação drástica veio acompanhada de uma autopunição e o Superman decide abandonar a Terra e se exilar no espaço, para pagar os seus pecados.

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Superman assassina kryptonianos

Essas foram as mortes mais marcantes pelas mãos do Homem de Aço nas hqs. Mas também não foram as únicas. Vale lembrar que em 1985, durante a Crise nas Infinitas Terras, o Superman da Terra 2 não teve clemência do Antimonitor e com um soco jogou o que restou do vilão em em sol. Não deixando de lado a saga A Morte do Superman, claro. Durante o combate contra a besta Apocalypse fica claro que o Superman mata a criatura no momento do golpe final onde ele também morre. Tudo bem que ambos ressuscitam depois, mas a intenção de matar ali foi bem clara.

 

Superman deve ou não deve matar?

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Visto os argumentos dos autores e analisado os antecedentes históricos fica a pegunta no ar. Superman deve matar ou não? Deve matar só em casos específicos? Deve haver dois pesos e duas medidas? Que tipo de equilíbrio se pretende na balança da justiça? O argumento é de que esse novo Superman ainda está em formação, portanto não estaria pronto e somente a partir daquele momento ele estaria forjando o seu código moral de nunca tirar um vida. Pode ser.

Henry Cavill, o intérprete do Superman em O Homem de Aço defendeu seu personagem. “Dos males o menor”, disse o ator. Não deixa de ser uma repetição do discurso do governo americano e seus drones, programados para diminuir o número de baixas. Um esforço de guerra preocupado com estatísticas e não com vidas.

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Grandes Astros Superman

Por esse raciocínio o Superman passa a ser muito mais uma ameaça do que qualquer outra coisa e fica preso a uma lógica perigosa. Se ele matou Zod para evitar que milhões morressem ele deve matar novamente quado se deparar com terroristas e evitar que milhares morram? Deve matar novamente quando encontrar um assassino para evitar que apenas um morra? Quão hipócrita passa a ser um herói que decide qual vida inocente deve ser trocada pela vida do vilão? Em pouco tempo o mundo estaria livre de maus elementos e reverenciando um herói totalitarista.

É compreensível que os criadores do filme quisessem atualizar o personagem para um novo público e um novo tempo. Eliminar a cueca por cima da calça foi um passo, mas ao optar por mostrar o herói matando o vilão não houve uma modernização do personagem, houve apenas uma equiparação com todos os outros heróis, um contentamento displicente com a mediocridade e nada mais. Uma opção pelo caminho mais fácil. Não há heroísmo algum nisso.

Não se trata de pensar em qual dos males é o menor e sim pensar em mal algum. Deve ser realmente um desafio enorme entender que o que torna o Superman tão especial é o fato de que ele se interessa, com igual intensidade, tanto em salvar gatinhos no alto de uma árvore quanto em defender a Terra de vilões superpoderosos. Nada pode ser mais cool e inspirador do que isso.

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3 comentários

  1. o que entendi quando vi aquela cena do filme, foi que o zod queria frita aquela familia e o superman, sem opcoes, fez o ato sem querer. Pra mim tal cena e coerente, nao destroi o personagem, e nao torna quem a aceitou, um monstro vingativo de uma sociedade sedendo por sangue. Acredito tambem que ninguem precisa gosta ou nao de um filme porque o autor x ou y disse que e bom ou ruim. Precisa-se forma sua propria opiniao.

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  2. O que você escreveu no fim me lembra de Injustice, onde após Metropolis ser destruída pelo Coringa, Superman o mata, e acaba tendo a ideia de que se o Batman já o tivesse matado, as pessoas de Metropolis e, principalmente, Lois Lane (que estava grávida), não teriam morrido. Ele começa então uma ditadura com o apoio da Mulher -Maravilha, com o mesmo pretexto que levou os nazistas ao poder por exemplo, com o extermínio do mal sob a forma de um governo “forte”.

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