Game of Thrones S03E07 – The Bear And The Maiden Fair | Review

game-of-thrones-307-01Existe um curioso dilema em acompanhar a evolução da trama de Game of Thrones tendo lido os livros das Crônicas de Gelo e Fogo. Se por um lado eu consigo  entender e mesmo admirar as mudanças que os produtores inserem na história – sabendo-as necessárias para se obter uma adaptação satisfatória – por outro o fã que existe em mim não consegue deixar de lamentar alguns cortes de personagens e cenas. Mais do que isso, saber de antemão o caminho que a narrativa segue me faz criar expectativas para ver o momento X ou Y representado fielmente na TV, e descobrir que justamente aquela querida passagem acabou sofrendo alterações pode ter um gosto amargo, mesmo que tal alteração seja totalmente coerente dentro do universo da série.

Mas divago. Contrapondo-se à morosidade do episódio anterior ao investir principalmente na tensão que permeia a narrativa em seus mais diversos núcleos, este The Bear And The Maiden Fair prossegue o trabalho de preparar a temporada para seu derradeiro final de maneira eficiente, ainda que em alguns momentos a pergunta “já não éramos para estar vendo alguma ação?” acabe surgindo. Tomando também várias liberdades em relação ao material original, apesar de ter sido escrito justamente por George R. R. Martin, o capítulo coloca os conflitos dramáticos entre os personagens a ponto de explodir nas próximas semanas.

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Outro aspecto interessante do episódio foi oferecer certas pistas para o futuro da própria narrativa dos livros (algo que eu já havia comentado semana passada sobre o encontro entre Melisandre e Beric). A confirmação da gravidez de Talisa / Jeyne Westerling (aliás, aquelas cartas… hum), algo apenas ventilado na obra original, certamente muda o jogo político no que tange à herança do Norte e consequentemente impacta toda a disputa fria entre Lannisters e Tyrells em relação ao casamento de Sansa.

Falando na donzela Stark, é irônico e mesmo tocante perceber como, apesar de já ter se dado conta de sua estupidez anterior, a menina continua apresentando a mesma ingenuidade ao confiar cegamente em Margaery. E se Tyrion sofre com o dever para com sua casa e a falta de compreensão de Shae, o destaque mesmo neste núcleo de Porto Real fica com a excelente cena entre Joffrey e Tywin. Sem precisar mais do que simples postura corporal para se impor diante do neto, o patriarca Lannister rechaça o temor do rei diante dos boatos vindos do leste acerca de Daenerys e seus dragões.game-of-thrones-307-03

Mal sabe ele que a Filha da Tormenta está começando uma verdadeira revolução anti-escravista do outro lado do mar. Em nada mais lembrando a menina frágil que se casou com Drogo na primeira temporada, Dany se mostra altiva e intimidadora, finalmente fazendo jus aos seus inúmeros títulos. E que coisa linda ver os seus três dragões em torno de si no trono! Diferente do ano passado, as criaturas se fazem muito mais presentes nesta temporada, e ainda que isso acabe impactando outros aspectos (como o sumiço dos lobos ou a redução da cena com o urso – mais sobre isso adiante), não dá para ignorar o admirável trabalho de efeitos visuais que os cercam.

No Norte, enfim temos retratada algum aspecto da rivalidade entre Orell e Jon Snow, ainda que a série tenha arrumado uma gambiarra para incluí-la ao fazer o selvagem sentir ciúmes de Ygritte. E se Osha ganha espaço para contar mais sobre seu passado, oferecendo um motivo coerente para não querer voltar a atravessar a Muralha, outra personagem feminina que volta a mostrar fibra é Arya. Não se furtando em chamar atenção de Beric por ter vendido Gendry (que por sua vez finalmente descobre de quem é filho), é interessante como a menina consegue ser respeitada e tratada de igual para igual pelo cavaleiro, que tenta desajeitadamente justificar o que fez.

Mas não há como não falar naquele núcleo que se tornou o destaque absoluto da temporada. A relação entre Brienne e Jaime e a desconstrução da vilania deste último alcança o ápice no reconhecimento da primeira em lhe chamar “Sor Jaime”, um sutil detalhe que a grande performance de Nicolaj Coster-Waldau não deixa passar despercebido. E mesmo que a sequência referenciada pelo título do episódio não consiga atender às expectaticas de quem já tinha lido os livros (senti falta da brutalidade vista nas cenas de lutas anteriores), o fato é que ela cumpre bem seu papel em mostrar esse recém descoberto heroísmo do Lannister.

Que venham os episódios finais.

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