Game of Thrones S03E05 – Kissed by Fire | Review

game-of-thrones-305-sandorApesar de não possuir nenhum momento que se equipare ao choque de ver Jaime ser amputado ou à empolgação de ver Daenerys fazer Astapor arder, esse Kissed by Fire conseguiu dar prosseguimento à trama de maneira bastante consistente. É impressionante a fluidez atingida pelo episódio, numa montagem que mais uma vez prova como foi acertada a estratégia de adaptação que a temporada adotou. Acho que já podemos dizer que este terceiro ano tem sido o ponto alto da série.

Retratando o duelo entre Beric Dondarrion e Sandor Clegane, a sequência inicial empolga ao se focar no lado mais visceral da luta, dando maior peso à força bruta do que à coreografia dos dois oponentes (característica que também podia ser observada no embate entre Jaime e Brienne três episódios atrás). Também se destaca a forma sutil como foi retratado o pavor do Cão perante as chamas, numa boa performance do ator Rory Mccann. Afora isso, resta dizer que as ressurreições do líder da Irmandade Sem Bandeiras é mais um aspecto sobrenatural somado no crescente tom fantástico que vem  tomando conta da série. Ainda nesse núcleo, Maisie Williams brilha ao retratar o desespero e a tristeza de Arya respectivamente ao ver o assassino escapar e ao tomar conhecimento da decisão de seu amigo Gendry. E como é bom voltar a ouvir sua oração na série!

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Outro marco dos livros que volta a aparecer nesse episódio é o “You know nothing, Jon Snow”, de Ygritte, num momento um tanto… caliente. Quando eles querem inserir nudez e sexo de uma maneira não gratuita para a história, conseguem. Mas mesmo com essa boa sequência entre os dois pombinhos, devo dizer que o arco de Jon Snow com os selvagens é o mais mal desenvolvido pela temporada até agora. Seu drama de estar traindo seus votos justamente em nome deles não parece ter peso nenhum na série.

Ao contrário da relação entre Jaime e Brienne, que está se tornando inquestionavelmente o grande destaque do ano. A tensão sexual mais que bem vinda entre os dois ganha contornos quase literais na belíssima cena da banheira em Harrenhal. Além de mostrar que sim, existe beleza na trancuda guerreira de Tarth, a sequência – tal como nos livros – marca o momento onde o Lannister finalmente conquista o público e deixa de ser o canalha de antes (e a maneira como Nikolaj Coster-Waldau balbuciou “Jaime, meu nome é Jaime” em resposta ao “Regicida” foi simplesmente magnífica). Fantástica a desconstrução do personagem transportada para as telas. Palmas para Game of Thrones!

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Em Correrrio, a campanha de Robb Stark começa a dar sinais claros de fragilidade. Sendo filho de quem é, o rapaz não tolera a traição de lorde Kastark e faz questão de ser ele mesmo a realizar a execução, nos fazendo lembrar do ensinamento de Ned na primeira temporada: “O homem que dá a sentença deve brandir a espada”. Richard Madden exibe a resignação do jovem Rei do Norte numa expressão forte e dura, retratando de maneira precisa a grande amargura que toma conta do garoto no caminho que teve que tomar. E se o nome de Walder Frey enfim vem à tona, a verdade é que Robb paga um preço político caro pela sua justiça. O jovem lobo deu a sentença para o traidor, mas quem ditará a sua própria?

Interessante a maneira como a série apresentou a família de Stannis. Obviamente incluídas afim de fazer render este arco que tem pouco a oferecer por enquanto (já que o rei parece estar numa letargia crônica depois de sua derrota em Blackwater), a doentia esposa e a doce filha do Baratheon nem por isso deixam de ser tempêros bem vindos à narrativa, servindo para compor ainda melhor o psicológico do personagem (ainda que eu tenha achado exagerado aqueles potes com fetos abortados). E se ganhamos uma adorável interpretação da pequena Kerry Ingram como Shireen, que praticamente nos faz esquecer a estranheza das crostas que desfiguram o rosto da menina, bom também é ver Davos novamente, mesmo que apenas brevemente.

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Saindo de Astapor e seguindo para Yunkai (como bem aponta a abertura, aliás), Dany segue mais altiva que nunca à frente de seus Imaculados. Estes, como homens livres que agora são, elegem um representante para tratar com sua senhora, apresentando mais um personagem novo à série. Verme Cinzento exibe em frases curtas e simples a imensa admiração que a Targaryen despertou em seus pares, reforçando assim a ideia da força da Mãe de Dragões. Outros fisgados por seu carisma são Sor Jorah e Barristan Selmy, que por um momento parecem ser velhos companheiros apenas para no instante seguinte começarem a trocar farpas, como se lembrassem subitamente que não estão conversando com alguém amigável. Estou curioso para ver como a série irá tratar essa rivalidade.

Por fim, em Porto Real, Mindinho consegue seu contra-golpe contra o plano de Varys e os Tyrell. Antecipando-se a todos, os Lannisters resolvem a questão de Sansa de uma maneira inusitada, que pode trazer desdobramentos interessantes para a história (me pergunto, por exemplo, como retratarão a reação de Shae à notícia). E se Olenna consegue deixar até Tyrion sem palavras, nada na capital se compara à força de Tywin. Tratando os filhos com pulso de ferro, o patriarca exala autoridade pelos poros e contrariá-lo é sempre uma péssima ideia. Impecável a performance de Charles Dance, absolutamente perfeito em toda cena que aparece.

Alguém mais aí riu da Cersei?

 

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