Glee S04E10 – Glee, Actually e S04E11 – Sadie Hawkins | Review

Glee, Actually

glee, actually

Tudo estava indo tão bem com a quarta temporada, os novos personagens estavam tendo suas histórias contadas de maneira progressiva enquanto os personagens veteranos (os principais, pelo menos) tinham boas histórias que mostravam um amadurecimento, algo que Glee nunca soube fazer. Mas daí bastou vir o já tradicional episódio de Natal e a coisa toda desandou. Personalidades foram flexibilizadas, os plots ficaram entediante e nem mesmo as músicas estão agradando em sua maioria.

O episódio começa com uma espécie de “E se..” que mostra como seria a vida daqueles personagens se o Artie não tivesse em uma cadeira de rodas. Eu acho extremamente interessante a ideia de que a ações que ocorrem hoje podem depender de pequenas ações feitas num passado, uma espécie de efeito borboleta temporal, mas as situações mostradas no episódio beiram ao absurdo de tão forçadas que são.

Ao que parece as histórias dos já formados estacaram de vez, razão pela qual ou eles estão indo pra Nova Iorque, ou estão voltando pra escola do ensino médio. Não sei que lógica há nisso, mas a cada episódio Finn parece mais (fisicamente) com o Sr. Schue, tanto que o professor nem é mais citado pelos alunos.

O lado bom do episódio ficou com Sue:

Millie: I wanted to say thank you for what you did for Marley and me.
Sue: I have no idea what you’re talking about. I had nothing to do with the making of that film.

 

Saddie Hawkins

Locked out of heaven

Falando em flexibilização de personalidade, vamos pegar Tina como exemplo. A personagem, apesar do talento, nunca foi muito aproveitada pela série. Juntaram-a com o Mike (other asian) e esqueceram dela aí, mas aí o rapaz se formou, saiu de cena e tinham que arrumar alguma coisa pra ela. E o que fazem? Arrumam uma paixão secreta com o Blaine. Isso pelo menos rendeu um solo para a garota, mas marcou a volta do seriado para as histórias aleatórias, focando apenas num resultado rápido.

Algo que sempre funcionou na série foram os diálogos rápidos, que favorecem o sarcasmos (e as lerdeza) de alguns personagens. Isso ainda continua, bem menos em relação à Sue e mais em relação à Kitty, mas o rumo que a quarta temporada parece seguir atrapalha essa qualidade, tornando-a solta, sem sentido algum com o resto da série.

A coragem da série em eliminar o New Directions das competições já parece estar próxima de ser resolvida. Pena que optaram pelo caminho mais simples e previsível possível: desclassificar um dos inimigos. A “sorte” é que foram os Rouxinóis, pois não aguentava mais ver aquela apresentaçãozinha perfeitinha-inha-inha. Assim, teremos a chance de ver novas apresentações nas competições.

Mesmo em Nova Iorque, local em que a história parecia estar centrada, a coisa tá desandando. Rachel fazendo um escândalo por causa de um atraso de 45 minutos? Kurt conhecendo alguém novo, que adivinhem: sabem cantar, dançar e sapatear. Ninguém sabe mais variar nessa série, todo mundo que aparece nela é um artista nato, a ponto de brilhar na Broadway. Conveniente, não?

  1. Já juntaram Kitty com o Puck, se ela aparecer grávida o remake da primeira temporada estará completo.
  2. Somente o fato do Jake considerar largar a Marley pra conseguir sexo com a Kitty já mostra que as coisas ali não estão certas, né?
  3. Gostei da apresentação das meninas em “Tell Him”, bem divertido.
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