Jack Reacher – O Último Tiro | Crítica

Jack Reacher O Último Tiro

Toda a publicidade em torno de Jack Reacher – O Último Tiro (Jack Reacher) se concentrou no astro Tom Cruise. Não só no seu rosto, um dos mais reconhecíveis do cinema, mas também em sua recente persona, criada principalmente a partir de seus filmes de ação. Em uma produção de 60 milhões de dólares, como é o caso, é mais do que natural apostar nessa imagem para ter o retorno esperado.

Então, a figura do astro é envolvida naquela aura de glamour, começando pelo suspense que o diretor Christopher McQuarrie adota em todo o início ao decidir não mostrar o rosto de Cruise, passando pelas frases de efeito dos personagens como “a lei tem limites, ele não”, as ameaças que ele faz a seus oponentes e como se não bastasse ele é um militar herói de guerra e um árduo perseguidor da verdade e do que “é o certo”. Tudo aponta para uma única verdade: Tom Cruise é o fodão de Hollywood e pode sustentar um filme sozinho, só pela sua presença.

Jack Reacher O Último Tiro

Não que ele não dê conta do recado. Prestes a completar 51 anos, o astro mantém o vigor de sempre nas cenas de ação e seu Jack Reacher é quase uma força da natureza, uma espécie dedeus ex machina ambulante, uma versão um pouco mais séria de outro espião também interpretado por Cruise, o onipotente Roy Miller, de Encontro Explosivo (Knight and Day). Além, claro, da óbvia influência de Bourne.

Tudo começa quando um atirador abre fogo no meio da cidade e mata cinco pessoas aleatoriamente. Um atirador de elite veterano de guerra é acusado e, praticamente sem chance de se defender, cita o nome de Jack Reacher, que aparece em cena e começa a investigar por conta própria a verdade dos fatos.

Então o filme adota os clichês típicos do gênero, como vilão caricato, a perseguição frenética pela contramão (essa já virou regra dos filmes de ação), e, lógico, a mulher que entra em cena só para ser salva e ou gerar alguma tensão sexual com o protagonista. Sem contar as conveniências do roteiro, que some com alguns personagens só para se levantar suspeitas sobre eles depois.

Jack Reacher O Último Tiro

É inegável que o filme ganha em ritmo e parece dar um salto de qualidade na sua parte final. Não só por finalmente entrar na ação em si, mas principalmente pela divertida participação de Robert Durvall. Seu atirador cegueta da velha guarda entra praticamente de graça na trama, como se quisesse apenas se divertir, o que também parece ser a motivação de Durvall para participar do filme. Acontece então, que a mera presença do ator veterano torna o terço final interessante justamente por ser alguém com quem Tom Cruise consegue dialogar em cena sem roubar todas as atenções, resultando em um agradável equilíbrio.

Lá pelo meio do filme Tom Cruise, em um dos muitos momentos professorais de seu personagem, solta para alguém um “não tome o todo pela parte”. O ditado é antigo e, no caso, deveria se aplicar inversamente a Jack Reacher – O Último Tiro. Escolha as partes que ache melhor e conseguirá se divertir.

Cotação-3-5

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