Retrospectiva Cinematográfica 2012 | Os Melhores e Piores Filmes do Ano

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Feliz Ano Novo pessoal! 2012 foi um ano muito especial para nós. Conseguimos completar nosso primeiro aniversário, com muito o que comemorar! Nosso crescimento foi incrível, graças a vocês, leitores.

E como não poderia deixar de ser, assim como ano passado, eis aqui o nosso Top10 2012, nossa lista de melhores e piores (ou decepcionantes) filmes lançados no Brasil este ano. E antes de criticarem, saibam que foi muita luta, vários editores, cada um com seu top, para então somarmos e fecharmos as médias. Por isso as menções honrosas são também importantes, pois fizeram parte das listas dos editores.

Enfim, chega de blábláblá e vamos ao que interessa! E os dez melhores filmes do ano segundo o bom Cinelogin são…

10. A Separação (Jodaeiye Nader az Simin, Asghar Fahradi)

A Separação é um drama que toca de forma muito sensível num conflito familiar, um ponto muito latente no Irã, ame-o ou deixe-o. E nos faz conhecer um lado mais moderno e liberal dos muçulmanos, em conflito direto com sua cultura mais arcaica. Além de ser a produção Iraniana mais dinâmica de todos os tempos (risos).

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9. O Espião que Sabia Demais (Tinker, Taylor, Soldier, Spy, Thomas Alfredson)

Um filme de espião longe da glamurização e ação do que estamos habituados a ver no cinema, mas mesmo assim com um certo charme pelo seu visual noir, Londres dos anos 1970 e trilha de saxofone e trompete. O que conquista o espectador é a cumplicidade que a narrativa cria com ele, e o suspense do perigo iminente.

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8. Moonrise Kingdom (Moonrise Kingdom, Wes Anderson)

Vamos combinar que Wes Anderson não faz filme ruim. Ele consegue transformar temas complexos e adultos em fofuras, com um visual lin-do. Aqui ele fala da pureza do amor antes da tempestade, convida o espectador a ter um olhar ingênuo, mas na verdade, é todo crítico e reflexivo.

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7. Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres (The Girl with the Dragon Tattoo, David Fincher)

O diretor David Fincher mais uma vez mostra seu talento de transformar um material médio em arte. Sua adaptação do best-seller de Stieg Larsson é bem superior à versão sueca, tanto visualmente quanto na narrativa. A misoginia brutal ainda é um assunto latente, e o “troco” da heroína Lisbeth Salander é um grito de basta em nome de todas as mulheres.

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6. Os Vingadores (The Avengers, Joss Whedon)

O grande blockbuster do ano, sepá, da década. O diretor Joss Whedon conseguiu a proeza de juntar vários super-heróis e dar o mesmo espaço de tela e importância para todos! E ainda sem nunca deixar de ser divertido. Um filme assumidamente pipocão, com um único intuito: entreter. E com talento e competência, o resultado não poderia sair melhor.

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5. 007 – Operação Skyfall (Skyfall, Sam Mendes)

E o James Bond de Daniel Craig finalmente mostrou a que veio! Cheio de carisma, ele passa por uma aventura que relembra os primórdios da série 007 nos cinemas e enche os espectadores (pelo menos os mais antigos) de nostalgia e empolga os mais novos. E não tem como não amar o vilão de Javier Bardem!

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4. Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises, Christopher Nolan)

O que dizer do final da trilogia do Cavaleiro das Trevas? Superou o antecessor? Não. Tem seus defeitos? Tem, sim senhor. É um filme ruim? De jeito nenhum. É um filmaço! O que Christopher Nolan criou para o universo do Batman ficará para sempre marcado no cinema e será (ou já é) referência para muitos cineastas.

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3. O Artista (The Artist, Michael Hazanavicius)

Grande vencedor do Oscar 2012, o filme inovou por voltar ao passado, mais precisamente aos anos 20, a Era Dourada do cinema, dos filmes mudos e em preto e branco. É uma homenagem ao gênero, e cheio de mensagens e metáforas, sem usar uma palavra sequer.

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2. A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, Martin Scorsese)

Como não se emocionar com essa grande homenagem que Martin Scorsese faz ao cinema? Como quase um alter-ego de Georges Mèliés, usando uma narrativa simples e um visual incrível, o diretor dialoga com o passado e o futuro, com novos e velhos valores e crenças, e faz mais uma linda contribuição à essa fábrica de sonhos.

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1. Drive (Drive, Nicolas Winding Refn)

Este filme foi uma das sensações de 2011 lá fora, mas só chegou aqui este ano, e causou, pelo menos entre nós do Cinelogin, seja pela fantástica trilha sonora, seja pelo visual noir-kitsch, seja pelo anti-herói super cool. A história do dublê que servia de motorista de assaltantes durante a noite poderia ser uma história de ação padrão, mas graças à direção primorosa de Nicolas Winding Refn, o resultado é um filme mágico e o primeiro lugar no top.

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Menções Honrosas

O Hobbit – Uma Jornada Inesperada
As Vantagens de Ser Invisível
Cosmópolis
As Aventuras de Pi
Minha Felicidade
À Beira do Caminho
Deus da Carnificina
A Perseguição
Os Amores da Casa de Tolerância
Holy Motors
Guerreiro
Cavalo de Guerra
Os Descendentes
O Segredo da Cabana
Entre o Amor e a Paixão
Shame
Intocáveis
O Espetacular Homem-Aranha
Magic Mike
Ted
Prometheus
Venha Como Você É
Para Roma, com Amor
Looper
Jogos Vorazes
O Abrigo
13 Assassinos
Febre do Rato
Anjos da Lei
O Porto
No
Jovens Adultos
Valente
As Aventuras de Tintim
Os Infratores
Ruby Sparks – A Namorada Perfeita
Beleza Adormecida
Argo
2 Coelhos

*****

Agora…os piores…ou os mais decepcionantes de 2012. Voilá!

10. As Aventuras de Agamenon, o Repórter (idem, Victor Lopes)

Se Casseta e Planeta já perdeu a graça faz tempo, me digam o motivo de produzirem um filme sobre um de seus personagens mais infames?

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9. Battleship – A Batalha dos Mares (Battleship, Peter Berg)

O que esperar de uma cópia de Transformers que se passa no mar? Com um protagonista sem carisma e participação de Rihanna? Nada né? Então…

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8. Anjos da Noite – O Despertar (Underworld – Awakening, Mans Marlind e Bjorn Stein)

É aquela franquia em que se espreme, espreme, pra ver se ainda dá um caldo, mas já morreu há muito tempo.  Nem Kate Beckinsale com roupa de couro salva o filme de ser uma total abominação.

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7. O Vingador do Futuro (Total Recall, Len Wiseman)

Tiveram a coragem de pegar um clássico de ficção científica, tanto o conto de Philip P. Dick, quanto a produção deliciosamente bizarra de Paul Verhoeven e transformá-la num filminho de ação padrão, dos mais sem-vergonha. Deveria ser proibido.

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6. Precisamos Falar sobre o Kevin (We Need to Talk About Kevin, Lynne Ramsay)

Tilda Swinton interpreta a mãe mais mosca morta da face da Terra cujo filho é o verdadeiro Mal encarnado, que faria o Damien de A Profecia se morder de inveja. Não existe o menor nível de complexidade em todo o filme, que se resume a Kevin fazendo crueldades enquanto Swinton faz cara de sofrida. Uma tortura.

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5. Guerra é Guerra! (This Means War, McG)

O trailer era divertido, mas o resultado final…unir filme de ação à comédia romântica já é meio arriscado, e quando dá errado, o resultado é um filme sem graça e sem romance. Vergonha alheia pelo Tom Hardy também, ele podia passar sem essa.

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4. Cada um tem a Gêmea que Merece (Jack & Jill, Dennis Dugan)

Adam Sandler está descendo ladeira abaixo há algum tempo, isso todo mundo sabe, o que mais envergonha neste é ver Al Pacino pagando um mico fenomenal.

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3. Bel Ami – O Sedutor (Bel Ami, Declan Donnelan e Nick Ormerod)

Uma das incursões de Robert Pattinson tentando provar seu talento, mas aqui ele não foi tão feliz como em Cosmópolis, deve ser porque o diretor não era David Cronenberg para pegá-lo de jeito.

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2. A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte II (The Twilight Saga: Breaking Dawn – Part II, Bill Condon)

A saga que nunca foi saga chega ao fim da mesma forma que começou, mal escrita, mal dirigida e mal atuada. Desculpem teens, um dia vocês crescerão e se darão conta disso. Espero.

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1.  A Dama de Ferro (The Iron Lady, Phyllida Lloyd)

O erro aqui foi em não mostrar Margareth Thatcher como Dama de Ferro de fato, e tentar humanizá-la ao máximo. O que é quase impossível, vamos combinar. Acabou ficando apenas piegas.

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*****

É isso aí. Concorda? Discorda? Qual a sua lista de melhores e piores?

Grandes filmes prometem para 2013 (a lista dos mais aguardados sai amanhã) e esperamos que, assim como este ano, a lista de melhores seja muito maior do que a de piores. Até ano que vem folks!

Relembre os melhores e piores de 2011 aqui!

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