Fringe S05E04: The Bullet That Saved The World | Review

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Se eu tivesse que definir este The Bullet That Saved The World com apenas uma palavra esta seria, sem sombra de dúvida, “impecável”. O quarto episódio da temporada final de Fringe não apenas representou um resgate genial à mitologia da série como ainda tratou de colocar os rumos da narrativa num caminho completamente inesperado – e também incrivelmente promissor. Os trágicos eventos ocorridos ao final deste capítulo trazem desdobramentos dramáticos profundos e completamente devastadores, exatamente os efeitos que uma guerra verdadeira deve provocar.

Mas estou me adiantando. Primeiro de tudo, é necessário frisar como os roteiristas calaram todos aqueles que vinham criticando esta temporada por se afastar muito da essência da série. Utilizar os antigos Eventos Fringe como arma contra os Observadores não foi apenas uma simples auto-referência, mas sim uma maneira inteligente de integrar a história deste ano com tudo o que havíamos visto antes. Contribui para este efeito a volta de Philip Broyles – e suas rugas! – e confesso que ouvi-lo dizendo “Agente Dunham” ao saudar Olivia me fez imediatamente voltar no tempo e “sentir saudades de Boston”, como bem disse o personagem. Sim, senhoras e senhores, esta quinta temporada ainda é Fringe.

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Investindo quase todo o seu tempo em sequências de ação desenfreadas, mas nunca gratuitas, The Bullet That Saved The World  foi o episódio que mais acertou em seu ritmo, ditando exatamente como o tom da temporada deve ser. Sendo uma ameaça constante e praticamente invencível, os Observadores surgem a todo momento e em qualquer lugar, o que cria uma tensão elevadíssima onde mesmo momentos de aparente relaxamento podem instantaneamente se transformar em uma corrida desenfreada por sobrevivência. Neste sentido, o sacrifício final de Etta também funciona para nos fazer temer pelo destino de todos os demais personagens importantes da série.

E já que voltei a tocar no assunto, confesso que essa foi uma morte que me pegou totalmente de surpresa. Apesar do fraco trabalho de Georgina Haig até aqui, minha expectativa realmente era de que a personagem viesse a crescer no decorrer da história. Mas parando para refletir creio que este desfecho acabou sendo a decisão mais acertada para ela. A verdade é que Etta funciona muito mais pelo que representa para os outros do que pelo personagem que ela é. E isso se reflete diretamente na maneira como reagimos à sua morte. Não sentimos tanto a sua perda – apesar de admirarmos seu sacrifício – mas sim o impacto que esta causa nos demais. Assim, ver as lágrimas de Walter, encarar a frieza com a qual Olivia procura esconder a sua dor ou simplesmente olhar para a expressão congelada na mais completa desolação de Peter é mais do que suficiente para terminar o episódio totalmente devastado.

RIP Henrietta.

=(

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Glyph Code:glyph-code-S05E04

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