Once Upon a Time S02E03: The Lady of the Lake | Review

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Não é nenhum segredo que Once Upon a Time se utiliza da mesma fórmula narrativa que Lost consagrou em suas primeiras temporadas. Contar a história de seus personagens através de flashbacks enquanto a ação presente se desenvolve em paralelo é sem dúvida um ótimo modelo para uma série, já que permite ao espectador ir conhecendo gradualmente aqueles indivíduos na medida em que transcorrem os episódios. Porém esta fórmula tem prazo de validade para funcionar (algo que Lost entendeu), em certo ponto fatalmente não restará nada de relevante para ser retratado nos flashbacks e eles se tornarão inúteis para a série. Não diria que Once Upon a Time chegou nesse ponto (o episódio anterior me desmentiria), mas certamente este The Lady of the Lake mostra claros sinais que a série está perto.

Afinal foi justamente a ideia de retratar o Mundo Encantado no tempo presente que me levou a gostar tanto da decisão de tirar Branca de Neve e Emma de Storybrooke na season première. Era uma virada de roteiro que, ao mesmo tempo em que ampliava o cenário e dava novos rumos narrativos para a história, ainda de quebra permitiria que os roteiristas se livrassem um pouco dos flashbacks e só os utilizassem cirurgicamente quando eles realmente trouxessem algo novo, a exemplo do caso de Regina semana passada. Ao invés disso, os roteiristas decidem dividir este terceiro capítulo em três linhas narrativas, produzindo um episódio apenas mediano quando poderíamos ter mais foco no que realmente importa.

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Afinal de contas, é mesmo tão essencial assim vermos novamente a mãe de James, mesmo que isso renda um momento trágico e tocante? Sim, eu consigo entender que a ideia era abordar o sentimento de maternidade que Branca de Neve tem com Emma, mas não seria melhor que isso fosse desenvolvido apenas através da interação entre as duas no tempo presente? Será que é realmente necessário criar um draminha supérfluo que é rapidamente resolvido apenas para que saibamos o que significa ser mãe para a personagem? Eu consigo imaginar milhões de caminhos melhores para isso. Como consequência, o tempo gasto no presente para desenvolver de fato a relação de mãe e filha entre as duas é pouco e o resultado é um tanto inócuo: depois de um ano inteiro encarando Emma e Mary Margareth como melhores amigas, fica difícil enxergar ali algo diferente disso. Ou talvez seja só eu tendo saudades da dócil professora que agora se tornou uma princesa badass.

Felizmente, em Storybrooke, a relação entre James e Henry funciona melhor. Talvez pela diferença de idade ou porque a mistura entre as personalidades de David e do Príncipe Encantado tenha sido surpreendentemente mais complementar que sua esposa, o caso é que conseguimos enxergar ali algo como uma relação de pai e filho, mesmo que tecnicamente eles sejam avô e neto, e a cena dos dois brincando de espada já figura entre as minhas favoritas da temporada.

Trazendo Cora como uma óbvia substituta para o papel de vilã má, agora que Regina caminha cada vez mais para a redenção (e confesso que cheguei a lamentar quando Henry a enganou durante esse episódio), The Lady of the Lake consegue ao menos terminar com uma pequena aparição que nos faz indagar como não tínhamos pensado na existência de certo personagem ali antes. Um bom momento para um episódio mediano.

Henry-Charmin

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