Resident Evil 5: Retribuição | Crítica

Resident-Evil-5-Retribuição-204x300Quando o primeiro filme da franquia estreou, há dez anos, tinha ares de filme B, produção barata, lançada na baixa temporada, usando um popular jogo de videogame para atrair espectadores, mas era apenas mais um zombie movie no estilo de George A. Romero, mestre do terror trash (que, aliás, foi o primeiro diretor ligado à produção). E isso não é uma crítica.

A série de filmes, assim como a história, que começou nos subterrâneos da Corporação Umbrella e tomou conta do planeta, cresceu e foi tomando ares de superprodução. Resident Evil 5: Retribuição, tem uma sequência inicial espetacular, com um 3D de primeira e trilha sonora grandiloquente.

Resident Evil ainda sofre muito preconceito, por suas origens B, mas principalmente por quem joga os games, estes reclamam que o filme não é fiel ao jogo – a personagem principal, Alice, sequer existe virtualmente – mas é preciso desfazer essa ideia, afinal, jogo é jogo, game é game, assim como livros são livros e quadrinhos são quadrinhos. Uma coisa é uma coisa, outra coisa, é outra coisa. Filmes adaptados de outras mídias sempre acabam sofrendo as críticas dos fãs das obras originais, mas é preciso ter em mente que são mídias diferentes, impossíveis de serem completamente transpostas, e para curtir um filme, é preciso que se veja como uma obra isolada, que se sustente sozinha.

Num ponto Resident Evil 5: Retribuição tem vantagem, de toda a série, é o que mais se assemelha aos games, com fases, mudanças de cenários, e um holograma ativando todos os desafios que os personagens devem enfrentar. A ação é frenética, com intervalos de menos de um minuto entre uma sequência e outra, que servem apenas para explicar a situação (como a mudança de fase de um game). Roteiro? Diálogos elaborados? Drama? Pfff…perda de tempo.

As cenas de ação estão ótimas, as lutas bem coreogradas e tiros para todos os lados (inclusive ao da platéia). Diverte! Atores dos filmes antigos retornam à vida neste filme, outros são descartados. Mas quem brilha mesmo, é claro, é Milla Jovovich, que se estabeleceu como a atriz “dona” da franquia mais longa e próspera do cinema. Se ela se tornará um ícone como Sigourney Weaver (a Ripley da série Alien) ou Linda Hamilton (a Sarah Connor de Exterminador do Futuro), só o tempo dirá, mas eu queria aprender a atirar com ela e ouvir : Congratulations, now you’re a badass.

Cotação-4-5

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