Fringe S04E21 – Brave New World (Part I) | Review

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Sendo a primeira parte da season finale, este vigésimo primeiro episódio cumpre bem a sua função de concluir certos arcos da temporada ao mesmo tempo em que aponta a direção que sua continuação semana que vem deverá seguir. O capítulo é claramente dividido em dois atos, cada qual apoiado em um evento fringe provocado pelo vilão David Robert Jones. Esta separação, no entanto, não compromete seu desenvolvimento narrativo, uma vez que as partes estão perfeitamente amarradas uma na outra.

Sendo a segunda participação especial esta temporada provinda do elenco de Lost (a outra foi o brotha Henry Ian Cusick, no episódio 19), Rebecca Mader dá vida à corajosa Jessica, uma vítima que se voluntaria a ser examinada por Walter. A personagem exerce a função de trazer à tona a conhecida capacidade de empatia de Olivia, o que desperta mais uma vez as habilidades da agente, para espanto de todos.

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Aliás, uma grande questão deste final de temporada diz repeito justamente ao que acontecerá com Olivia. Tendo a morte prevista pelo observador September e sendo citada no futuro como tendo sofrido algo muito sério, o prognóstico não parece ser dos melhores. Bem, podemos esperar que a personagem ainda sobreviva alguns anos, pelo menos até Henrietta nascer, o que denuncia que não veremos sua morte semana que vem (ainda bem!). Mas o fato do episódio voltar a trazer suas habilidades para a narrativa, e desta vez num nível jamais visto, sem dúvida a coloca no centro das atenções.

Dona de uma capacidade admirável de se comover com o próximo, a agente se perturba profundamente com as situações de alto risco com que convive diariamente, e o fato de ser capaz de realizar feitos sobre-humanos não lhe traz conforto algum. Pelo contrário, já que a personagem não consegue entender como pode ser capaz de tais feitos e anseia por ter uma vida normal ao lado de seu amado Peter.

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Outro grande destaque do episódio é a química presente entre Walter e Astrid. Uma vez que Peter teve sua posição na série realocada para ser o par romântico de Olivia, coube à agente Farnsworth o papel de interagir e ser capaz de canalizar a genialidade do dr Bishop em meio ao seu comportamento excêntrico, no que se sai admiravelmente bem (e confesso que seu desfecho partiu meu coração). Quanto a John Noble, desnecessário elogiar mais uma vez seu brilhante trabalho nesta temporada. Aqui é interessante notar como Walter surge seguro e consciente de suas suspeitas, se superando para provar aos outros que não está errado. E o que dizer da fabulosa cena em que ele revisita o St Clair? Espetacular.

Mas enfim chegamos à grande revelação trazida por este Brave New World (Part I): Jones afinal não era mais do que um simples peão (ou, melhor dizendo, um bispo) nas mãos de um velho conhecido. Não que o retorno de William Bell seja surpreendente por si só (Letters of Transit já nos indicava que o personagem estava vivo o tempo todo), mas ter um vilão deste calibre levanta uma gama de novas questões. O que há por trás do xadrez de Belly?  Como isso tudo se conecta com o futuro de 2036? Aguardemos o derradeiro final desta temporada de Fringe semana que vem.

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Glyph Code:s04e21

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