Fringe S04E17 – Everything in its Right Place | Review

 

Fringe-S04E17-Lincoln-e-Olivia

Depois de ter concluído o arco dramático do casal principal dois episódios atrás, a quarta temporada de Fringe parecia ter ficado momentaneamente perdida no que fazer com sua narrativa daqui pra frente. Afinal a grande questão que permeava a história já está respondida, o casal de pombinhos já pode viver feliz para sempre e tudo fica bem. Que mais resta para desenvolver até o season finale?

Este décimo sétimo episódio consegue uma inteligente solução para o dilema: Se já não resta grandes coisas para falar sobre os protagonistas, foquemos então nos outros personagens. Desta maneira temos um episódio focado no agente Lincoln  e sua sensação de inadequação no grupo agora que sua amada Olivia encontrou a felicidade com outro e perdeu as lembranças que tinha com ele. Assim, entendemos perfeitamente sua decisão de ir para o outro universo, o que se revela como uma sacada genial por parte dos roteiristas, uma vez que proporciona um maior destaque para o time de lá, que estava bem sumido da temporada.Fringe-S04E17-LincolnComo de costume quando a série aborda os dois lados, Everything in its Right Place brinca com as diferenças existentes entre eles, seja nos mostrando a estranheza do agente com os apetrechos tecnológicos do lado de lá, num divertido diálogo envolvendo o Batman (!!!) ou num momento significativo onde o Broyles de lá, irritado, corrige Lincoln salientando que a divisão Fringe ali é de caráter militar. Mas nenhuma comparação é tão significativa quanto a discussão acerca da diferença gritante que existe entre as personalidades dos dois Lees, mesmo eles tendo curiosamente um histórico de vida bem parecido. A resposta dada pelo Lee do lado B demonstra inteligência dos roteiristas. Não são apenas as circunstâncias que moldam o jeito de ser de um indivíduo, ele próprio exerce um importante papel neste processo.

Aproveitando também para resgatar os shapeshifters, o episódio nos apresenta a um caso que enfim engata o duelo contra David Robert Jones ao fazer com que finalmente a investigação traga algum progresso significativo para a equipe. Será que espiões infiltrados como o Broyles de lá enfim serão desmascarados com as novas informações coletadas? E alguém pode me explicar quem raios era a Nina Sharp que aparece aqui, se bem me lembro Olivia já havia fritado aquela que estava colaborando com o vilão? Ou será possível que a “mãe” da protagonista, tão atenciosa e carinhosa nos últimos episódios, é mesmo uma traidora?

Encerrando-se com uma morte desnecessária feita apenas para dar um prêmio de consolação ao nosso pobre agente Lee, o episódio é uma grata surpresa neste fim de temporada. Fringe não é presa aos seus protagonistas.

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