Assalto ao Banco Central | Crítica

Assalto ao Banco Central posterQuando se vê um filme que é baseado em fatos reais o espectador tende a achar, na maioria dos casos, que o que é mostrado no filme é o que de fato aconteceu. Esquece que a equipe criativa molda o fato para que a história se torne mais interessante.

Em Assalto ao Banco Central, o diretor televisivo Marcos Paulo faz sua estreia cinematográfica e traz os vícios e os maneirismos típicos das telenovelas para contar uma história baseada no famoso assalto ocorrido em Fortaleza em 2005, onde mais de 164 milhões foram furtados dos cofres públicos.

Na tarefa de preencher as lacunas da história real, Assalto ao Banco Central ganha ares de Onze Homens e Um Segredo, quando ensaia que um golpe perfeito será aplicado, ganha ares de Tropa de Elite para tentar emular a violência e o linguajar, e sobra até para Onde Os Fracos Não Tem Vez, numa tentativa de explicar de forma mais do que mastigada a angústia vivida pelo personagem de Tommy Lee Jones no filme dos irmãos Coen.

Talvez aí resida a maior fraqueza de Assalto ao Banco Central. Quem tenta ser tudo, invariavelmente não é nada. Falta personalidade e sobra linguagem de televisão. Diálogos fracos e expositivos demais e subtramas desnecessárias e mesmo desinteressantes, como (principalmente) o caso da inspetora vivida por Giulia Gam. A trilha sonora soa óbvia, as cenas de ação também deixam a desejar e até a narrativa não linear acaba prejudicando, já que tira um pouco do ritmo do filme e entrega logo de cara o que talvez fosse mais interessante, o golpe em si.

Se em filmes de golpes o espectador tende a torcer pelos bandidos, isso não ocorre em Assalto Ao Banco Central. Mas o pior é que o espectador também não torce para os policiais ou para ninguém. E no fim fica a sensação de que a história como de fato ocorreu deve ter sido muito mais interessante do que a apresentada no filme.

Cotação-2-5

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